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    Entrada de Bombinhas na rota dos cruzeiros transforma SC em Caribe brasileiro

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    Por Dagmara Spautz
    21/04/2021 - 09h01 - Atualizada em: 21/04/2021 - 09h13
    Navio MSC Seaview em Balneário Camboriú
    Navio MSC Seaview em Balneário Camboriú (Foto: Atracadouro Barra Sul, Divulgação)

    Bombinhas é a mais nova candidata de SC para entrar na rota dos transatlânticos. Esta semana, o prefeito Paulo Dallago Müller discutiu a proposta no Ministério do Turismo. A área de fundeio para os navios já foi identificada, e a ideia é que a cidade tenha condições de receber uma manobra-teste no verão do ano que vem. 

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    O município deve investir R$ 5 milhões na construção de um píer e num receptivo para os turistas. O modelo é semelhante ao que opera em Porto Belo, um dos destinos mais populares dos navios de cruzeiros na região Sul do país.

    Com a entrada de Bombinhas, Santa Catarina poderá ter oito cidades na rota dos navios. Além de Balneário Camboriú, Itajaí e Porto Belo, que têm paradas regulares, São Francisco do Sul pretende retomar as escalas. Na lista das novidades, já estão Florianópolis, Penha e Imbituba.

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    Os processos mais adiantados são os de Florianópolis e Penha, onde havia expectativa de manobra-teste no último verão – planos que foram adiados pela pandemia. Se as oito paradas forem viabilizadas, Santa Catarina será o estado brasileiro com mais paradas de transatlânticos. Um “Caribe brasileiro”, como comparou um conhecido operador turístico da região. Ou uma versão da Florida - estado norte-americano que tem sete paradas de cruzeiros.

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    O Estado é especialmente interessante para as companhias de cruzeiros por dois motivos: a disponibilidade de infraestrutura e a localização, que favorece os roteiros pelo Mercosul. Itajaí já foi escolhida como porto de embarque e desembarque para cruzeiros que vão ao Uruguai e à Argentina. 

    A expectativa é grande para a retomada, a partir do próximo verão. A última temporada foi cancelada na América do Sul, em razão da pandemia. No Brasil, especificamente, as empresas cobraram a Anvisa por mais agilidade na definição de protocolos a serem seguidos nos navios. Em SC, o cancelamento representou a perda de 100 mil passageiros e de R$ 50 milhões em receita.

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    Esta é uma das metas para a retomada. O assunto vem sendo discutido pelo presidente da Comissão de Viação e Transportes na Câmara dos Deputados, o deputado catarinense Carlos Chiodini (MDB), que se reuniu recentemente com representantes da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia-Abremar). A expectativa da entidade é que o retorno dos cruzeiros injete R$ 91 milhões na economia de SC. 

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