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Inquérito

Justiça de SC nega prisão a suspeito de fabricar e vender objetos nazistas

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Por Dagmara Spautz
08/10/2021 - 14h17 - Atualizada em: 09/10/2021 - 14h32
Objetos encontrados em contêiner que servia como "fábrica" de artefatos nazistas
Objetos encontrados em contêiner que servia como "fábrica" de artefatos nazistas (Foto: Divulgação, Polícia Civil)

A Justiça negou a prisão preventiva do dono da “fábrica” de artefatos nazistas encontrada em Timbó, no Médio Vale do Itajaí, no dia 2 de setembro. O pedido foi feito pela Polícia Civil e corroborado pelo Ministério Público de Santa Catarina. Um dos principais argumentos no pedido de prisão era a fato do suspeito, um homem de 44 anos, ter deixado o país quando soube que era alvo de investigação. Ele foi localizado em Portugal, e até agora não retornou ao Brasil.

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A coluna apurou que a decisão judicial da Vara Criminal de Timbó levou em conta resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que restringe as prisões preventivas durante o período de pandemia. Considerou ainda que o suspeito é réu primário e “não demonstra trazer perigo à sociedade”.

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Indiciado

Nesta semana o delegado André Beckman, que conduziu as investigações da Polícia Civil, concluiu o inquérito e pediu o indiciamento do suspeito pelo Artigo 20 da Lei do Racismo, que considera crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. A pena prevista é de até cinco anos de prisão.

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O relatório do inquérito, com o pedido de indiciamento, chegou nesta sexta-feira (8) ao promotor de Justiça Alexandre Daura Serratine. Ele vai analisar o material, pode pedir novas diligências à Polícia Civil. Na sequência, decidirá se apresenta denúncia à Justiça.

O caso de Timbó é emblemático porque a polícia conseguiu localizar indícios de fabricação e venda de artefatos nazistas na propriedade do suspeito. Foram apreendidos moldes para produção de bustos de Hitler e suásticas, além de uma série de objetos já finalizados e prontos para venda, com referências ao nazismo - de pôster a canecas. A "fábrica" havia sido montada em dois contêineres.

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O suspeito era investigado desde junho, quando o Ministério Público instaurou um inquérito para apurar a venda ilegal de objetos nazistas num site que vendia objetos militares, mantido pelo suspeito. Entre os itens à venda havia bustos de Hitler, réplica de capacetes usados por soldados alemães na 2ª Guerra Mundial e de armas que eram usadas pelas tropas nazistas, como o fuzil Mauser K98, além de canecas com referência à Panzer Division e à Luftwaffe.

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