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EXPLOSÃO DE CASOS

Sem controle, turistas embarcam contaminados com Covid-19 em ônibus e aviões em SC

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Por Dagmara Spautz
06/01/2022 - 17h23 - Atualizada em: 07/01/2022 - 11h31
Movimento na rodoviária de Balneário Camboriú no dia 2 de janeiro
Movimento na rodoviária de Balneário Camboriú no dia 2 de janeiro (Foto: Divulgação)

A explosão de casos de síndrome respiratória em Santa Catarina, com registros de Covid-19 e influenza, têm feito de aeroportos e rodoviárias alguns dos pontos mais críticos para contaminação. O alerta está no boletim emitido pela Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) na quarta-feira (5), e o motivo não é apenas a alta circulação de pessoas. Ocorre que, sem controle nem regras sanitárias, turistas com teste positivo para Covid-19 estão embarcando em ônibus e aviões para voltar para casa sem serem contidos.

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Há casos em que o visitante doente decidiu adiantar o retorno por receio de precisar de hospitalização – entram nesse cálculo as condições da rede pública local, já bastante sobrecarregada, e a abrangência dos planos de saúde. Muitos não oferecem cobertura fora do estado de origem do titular.

Mas também há situações em que o turista simplesmente não consegue estender a permanência - seja porque o local onde está hospedado não está disponível para mais dias, ou porque não tem condições financeiras de arcar com mais tempo de hospedagem. Sem alternativa, acaba indo embora.

A circulação de pessoas contaminadas por rodoviárias e aeroportos de Santa Catarina coloca em risco outros viajantes e trabalhadores do setor de transportes, e a Secretaria de Estado da Saúde tem ciência da situação. João Fuck, diretor da Dive-SC, ressalta que a recomendação para os casos positivos para Covid-19 continua sendo o isolamento, para evitar que o vírus se espalhe.

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A situação é caótica e reflete as escolhas do governo federal, que desde o início da pandemia negligenciou medidas simples como a apresentação de teste negativo de Covid-19 para embarque em viagens internas. O regramento é responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e está sujeito à aprovação do governo.

A volta para casa com alto risco de contaminação poderia ter sido evitada com protocolos bem feitos e informação. Nos jogamos na temporada de verão em meio ao apagão de dados sobre a Covid-19 no Brasil, que teriam sido fundamentais para monitorar tendências e reforçar os alertas. 

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