O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e o governador Carlos Moisés (Republicanos), ambos pré-candidatos a retornar à Casa D’Agronômica em 2023, voltaram a trocar farpas nos últimos dias – desta vez, o motivo foi um empréstimo contraído pelo Estado em 2013. Não é a primeira vez que “o ex e o atual” se estranham. Numa rápida pincelada pelas redes sociais nos últimos meses, aparecem confrontos em torno do preço do gás de cozinha, quem comprou melhores viaturas para a polícia militar, o ICMS do leite e o volume de arrecadação da Fazenda.

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O último episódio começou com uma crítica de Colombo ao Plano 1000 de Moisés, que o ex-governador disse considerar um programa eleitoreiro. O atual governador, que trocou o tom moderado pelo mais ácido nas redes sociais, respondeu o pessedista com um “cutucão” sobre o valor dos juros e encargos de um empréstimo contraído junto ao BNDES há quase 10 anos.

Colombo disse que Moisés mente porque não tem o que mostrar. A resposta do governador ainda não veio. Por enquanto.

O pingue-pongue dos governadores apimenta o tom de uma pré-campanha eleitoral que anda morna. Diferente de outros possíveis adversários, Colombo sempre se posicionou como oposição ao governo e criticou os movimentos de aproximação do PSD por isso não tem amarras para disparar contra o governador. Enquanto as composições não terminam de se ajustar, assume um papel que tende a ser amplificado após a consolidação das chapas. É natural que quem busca à reeleição seja “vidraça”.

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Mas Moisés também não procura, por enquanto, provocar abertamente outros adversários porque precisa assentar o terreno. A esta altura, a única candidatura consolidada é a de Jorginho Mello (PL), que no momento está ocupado em falar “para dentro”, às bases bolsonaristas.

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Gean Loureiro (União Brasil) conversa com outros partidos com os quais Moisés também quer compor. Esperidião Amin (PP) estava próximo do governo até pouco tempo atrás. Antidio Lunelli (MDB) pode ser engolido pelo projeto do próprio governador.

Nesse compasso de espera, é com Colombo que o embate público acontece e antecede o tom do que virá pela frente na campanha eleitoral. De um lado e de outro, serve para esquentar as turbinas e testar as estratégias para quando o jogo começar para valer.

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