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Variante Delta em SC traz risco para todas as idades e pode lotar sistema de saúde, diz nota de alerta

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Por Dagmara Spautz
14/08/2021 - 14h58 - Atualizada em: 14/08/2021 - 18h48
Variante Delta representa maior risco para os não vacinados
Variante Delta representa maior risco para os não vacinados (Foto: Luiz Carlos Souza, Arquivo NSC)

A Superintendência de Vigilância em Saúde emitiu uma "nota de alerta" com recomendações diante da presença da variante Delta em Santa Catarina. Entre outras medidas, o documento informa sobre a possibilidade de que a mutação cause quadros mais graves e chama atenção para o risco de “possível aumento exponencial de casos de Covid-19” em todas as faixas etárias.

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“Embora não se tenham evidências de que a variante Delta tenha algum tipo de predileção por faixas etárias específicas, o fato dela ser uma variante altamente transmissível pode gerar um aumento de infecções, acometendo todas as faixas etárias” – afirma.

Com a nota de alerta o Estado segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que avisou sobre a possibilidade de aumento significativo dos casos de Covid-19 com a introdução da variante Delta, e para o risco de saturação do sistema de saúde. Além disso, o texto aponta para a possibilidade de maior gravidade. Diz que o Center for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (CDC), em seus estudos, indicou que “as infecções ocasionadas pela VOC Delta são provavelmente mais graves do que as variantes anteriores”.

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Além da manutenção da rede de saúde, a nota também recomenda fortalecimento da vigilância genômica, medidas não-farmacológicas como o uso de máscaras e ventilação, e alerta para a importância de garantir o máximo possível de aplicação das duas doses da vacina. “Ainda os estudos preliminares de imunização comparando as variantes Alpha e Delta, observaram que há uma transmissibilidade maior em indivíduos não vacinados ou que receberam apenas a primeira dose das vacinas COVID-19, fortalecendo os esforços para maximizar a cobertura vacinal”.

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O documento lembra que o Estado já identificou 36 casos da variante Delta em 20 cidades diferentes – pelo menos quatro são de transmissão autóctone, ou seja, dentro do Estado. A nota técnica diz que a tendência é que seja decretada oficialmente a transmissão comunitária da variante Delta em SC “em breve”. 

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Veja as recomendações abaixo:

Vigilância genômica

Recomenda-se a coleta de material para realização de RT-qPCR no Lacen, para posterior sequenciamento, para os casos que se enquadrem nas seguintes situações:

● Casos suspeitos de reinfecção;

● Casos graves ou óbitos em pacientes sem comorbidades;

● Óbitos em gestantes;

● Casos graves e óbitos de indivíduos com o esquema vacinal completo;

● Casos e contatos que viajaram para locais com circulação de nova variante;

● Amostragem de casos relacionados a surtos.

Medidas a serem adotadas pela Vigilância Sanitária e Epidemiológica

● Reforçar a fiscalização para efetivo cumprimento das normas sanitárias vigentes e evitar possíveis aglomerações;

● Reforçar as medidas de prevenção e de proteção para população em geral, como uso de máscaras, distanciamento físico e uso de soluções antissépticas (água e sabão, álcool gel) para lavagem de mãos;

● Intensificar as medidas de prevenção e de proteção para a comunidade escolar, mantendo o uso de máscaras individuais, distanciamento físico e uso de soluções antissépticas (água e sabão, álcool gel) para lavagem de mãos, bem como buscar o afastamento de qualquer indivíduo sintomático;

● Reforçar as ações de vigilância quanto ao monitoramento e rastreamento dos contatos, a fim de interromper as cadeias de transmissão;

● Intensificar cuidados em populações mais vulneráveis, como as residentes em instituições de longa permanência (ILPI);

● Notificar e investigar oportunamente os casos e surtos de COVID-19, bem como reforçar ações de vigilância quanto ao rastreamento e monitoramento de contatos, bem como isolamento de sintomáticos visando interromper e reduzir a transmissão;

● Realizar comunicação efetiva com a população, garantindo o entendimento do risco e das medidas de prevenção.

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Medidas a serem adotadas pelos serviços de saúde

● Preparar a rede de assistência para um possível aumento exponencial de casos de COVID-19 com a introdução e dominância da linhagem Delta em território catarinense, com a manutenção de leitos clínicos e de terapia intensiva com suporte;

● Monitorar os estoques de medicamentos e insumos utilizados em unidades de terapia intensiva, além de oxigênio;

● Garantir os processos de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos, bem como manter capacidade de gestão de resíduos;

● Garantir a disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais de saúde;

● Reforçar as medidas de controle para surtos de COVID-19 em ambiente hospitalar (importância da vacinação completa dos profissionais);

● Atualizar o plano de contingência para o enfrentamento da pandemia com enfoque às medidas preventivas não farmacológicas, tais como o uso correto de EPIs, higiene de mãos com uso de soluções antissépticas (água e sabão, álcool gel) e o distanciamento físico;

● Garantir que as equipes de saúde estejam capacitadas para o enfrentamento da pandemia, bem como na prevenção e controle de infecções;

● Atualizar os documentos sobre as medidas de precaução e isolamento (de pacientes, de acompanhantes e dos profissionais de saúde) e do Plano de Controle de Infecção (PCI);

● Afastar o profissional de saúde sintomático, no contexto da COVID-19;

● Realizar a testagem para SARS-CoV-2 de profissionais, pacientes e/ou acompanhantes que apresentarem sintomas respiratórios, independente do esquema vacinal.

Intensificação da vacinação

● Organizar estratégias de vacinação para que, a partir do recebimento das vacinas, a imunização dos grupos ocorra de forma célere;

● Estabelecer estratégias de busca ativa, no caso de cobertura vacinal baixa nos grupos prioritários e na população em geral na faixa etária elencada para o momento de vacinação;

● Priorizar a qualquer momento a vacinação das pessoas pertencentes aos grupos prioritários que, por acaso não tenham recebido a vacina, assim como das faixas etárias abertas anteriormente;

● Reforçar as estratégias e a comunicação de risco para que a população não postergue e nem busque escolher o fabricante da vacina, pois todas as vacinas protegem contra as formas graves da doença e, apenas com o esquema vacinal concluído a imunização tem o seu efeito e as pessoas estarão protegidas;

● Orientar sobre a necessidade do retorno para a administração da segunda dose (D2) no período recomendado pelo fabricante e, se necessário, os municípios devem realizar busca ativa para a conclusão do esquema;

● Alcançar níveis de cobertura vacinal de no mínimo, 75% da população, com o intuito de reduzir as taxas da transmissão da COVID-19 no Estado;

● Registrar as informações sobre a vacinação em até 48h no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização

Medidas gerais

● Reforçar a importância de alcançar o esquema completo de vacinação com duas doses realizadas dentro do intervalo correto ou com a dose única assim que a vacina estiver disponível para o grupo etário;

● Reforçar a importância do uso de máscaras, em locais públicos e privados, que devem ser de uso individual, estimulando o uso daquelas de maior qualidade, como as N95, PFF2 ou similares; 

● Respeitar o distanciamento físico de, no mínimo, 1,5 m (um metro e meio) entre as pessoas em todos os ambientes de uso coletivo;

● Manter sempre os ambientes bem ventilados, incluindo o transporte público, mantendo as janelas e portas abertas sempre que possível para uma maior circulação de ar;

● Intensificar a higienização de depósitos, banheiros, áreas de circulação, utensílios, superfícies, equipamentos, maçanetas, mesas, corrimãos, interruptores, sanitários, elevadores, vestiários e armários com álcool 70%, preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar;

● Intensificar ampliar a divulgação e/ou comunicação por meio visual e sonoro nos estabelecimentos comerciais e industriais para o público reforçando a necessidade e a importância de evitar tocar olhos, nariz e boca, além de higienizar sistematicamente as mãos, especialmente nas seguintes situações: ao chegar ao estabelecimento, após tocar em superfícies, após tossir, espirrar e/ou assoar o nariz, antes e após o uso do banheiro, antes e após alimentar-se, bem como manter o distanciamento visando a prevenção da disseminação da variante Delta;

● Evitar viajar e realizar comemorações com a presença de pessoas que não residem em sua casa;

● Não participar ou frequentar locais em que possa haver aglomeração de pessoas.

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Dagmara Spautz

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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