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Criciúma vai à CBF reclamar da arbitragem

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Por Denis Luciano
29/07/2021 - 07h56
Foi a estreia do VAR em Criciúma, e com muita polêmica
Foi a estreia do VAR em Criciúma, e com muita polêmica (Foto: Celso da Luz / Criciúma EC)

O Criciúma poderia estar iniciando viagem para o Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), com uma vantagem de 2 a 0 para administrar sobre o Fluminense para a partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, que acontece neste sábado (31), às 16h30min, no Maracanã. Mas o erro da arbitragem que culminou no gol dos cariocas, descontando para 2 a 1, criou outra atmosfera para o confronto decisivo.

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- Não houve erro, houve má intenção da arbitragem. O Criciúma foi sim roubado - define o presidente Anselmo Freitas. O assunto ganhou grande repercussão desde a noite de terça-feira (27), quando o Tigre venceu o jogo no estádio Heriberto Hülse. O clube elaborou, com seus advogados em Criciúma e no Rio de Janeiro, uma representação para ser entregue à CBF contestando a atuação do árbitro Caio Max Augusto Vieira e do árbitro de vídeo Pablo Ramon Gonçalves, ambos do Rio Grande do Norte.

- Não vamos deixar que isso aconteça novamente - afirma. O presidente anuncia que irá à CBF nesta sexta, quando o Criciúma estará concentrado no Rio de Janeiro à espera da partida. E terá o apoio do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti. - Talvez eu não tenha acesso à Comissão de Arbitragem como presidente de clube, mas o presidente da Federação tem. E ele vai na Comissão deixar clara a nossa indignação - refere.

Quando acionou o VAR, árbitro marcou pênalti corretamente para o Criciúma
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Árbitro que prejudicou o Criciúma estreou o VAR

Os árbitros Caio Max Vieira e Pablo Ramon Gonçalves, que estava comandando a arbitragem de vídeo na terça-feira em Criciúma, foram os primeiros a utilizar o VAR na história do Campeonato Brasileiro. Foi em 2019, na abertura da Série A, em uma vitória do São Paulo sobre o Botafogo por 2 a 0.

Na temporada anterior, em 2018, Caio Max chegou a ser rebaixado no Campeonato Brasileiro por um erro, sendo obrigado a passar por uma reciclagem e deixando, por um tempo, de apitar a Série A, voltando pela Série B. Ainda sem o VAR, ele trabalhava em um Santos x Athletico Paranaense quando marcou um pênalti a favor do time paulista, que ganhou por 1 a 0. - Como é que escala um juiz desse num jogo importante? Sem preparo, sem nenhuma competência. Até coloco em dúvida a honestidade dele - disse, na ocasião, o então presidente do Athletico, Luiz Emed. Em 2020, em um Grêmio 0 x 0 Corinthians, o dirigente corinthiano Andres Sanchez chegou a chama-lo de "despreparado" por conta de erros na partida, e exigiu da CBF que nunca mais o escalasse para jogos do Timão.

Caio Max já despertou a ira de dirigentes de Athletico e Corinthians
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Em recente reportagem de uma TV do Rio Grande do Norte, Caio Max afirmou que "arbitragem é uma paixão" e que tem o sonho de ingressar no quadro da Fifa e, quem sabe um dia, apitar uma Copa do Mundo.

O lance polêmico em Criciúma

Voltando à preocupação do Criciúma com o jogo contra o Fluminense, o presidente entende que o peso do clube carioca pode ser determinante em mais alguma falha. Sobre o lance polêmico, o Fluminense perdia por 2 a 0 aos 25 minutos do segundo tempo quando uma bola foi alçada na área do Criciúma. O zagueiro Luccas Claro caiu, reclamando pênalti. As câmeras mostram com clareza que o volante Dudu Vieira, que estava na marcação do jogador do Fluminense, sequer tocou nele, e inclusive se afastou na medida em que a bola se aproximou. O árbitro Caio Max Vieira marcou o pênalti sem sequer consultar o árbitro de vídeo, que estava disponível no estádio.

Presidente do Criciúma, Anselmo Freitas, vai à CBF protestar
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Irritado, o dirigente do Criciúma questionou a função do VAR. - Fizemos um grande investimento, afinal é o time da casa que paga a conta do VAR. Eles vieram pela primeira vez em Criciúma, havia uma equipe para ver aquilo que todo mundo viu, que não foi pênalti. Estamos tristes e indignados. Se fomos prejudicados em casa, imagina no Maracanã - adverte Anselmo.

Os altos valores em jogo a partir de agora na Copa do Brasil são outro fator que, conforme o presidente, pesam. - Quem passar agora fatura R$ 3,4 milhões. Na próxima fase são mais R$ 7 milhões. Na semifinal, R$ 23 milhões. Na final, R$ 56 milhões. E são prêmios cumulativos. Logo, tem muita grana e muito interesse envolvidos - avalia o dirigente. - E é claro que há o interesse de que os clubes grandes avancem. Mas nós não vamos acompanhar isso calados. Vamos agir - sublinha.

Criciúma joga pelo empate sábado, no Maracanã, para classificar
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VAR na Série C

Essa discussão vem no momento em que a CBF anuncia a possível adoção do VAR em rodadas decisivas das séries B, C e D do Campeonato Brasileiro. Se garantir a passagem pela atual fase - o Criciúma está em terceiro no Grupo B, do qual classificam quatro - o Tigre avançará para um quadrangular que definirá o acesso de duas equipes, na etapa que terá, pela ideia da CBF, o uso do VAR.

Na Série C o Criciúma vem de vitória sobre o Figueirense
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- Claro que o VAR é importante e salutar, mas a CBF precisa dialogar com os clubes, que não podem ficar com esse custo todo. E ele precisa ser usado também - finaliza o presidente do Criciúma.

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Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

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