nsc
nsc

Alesc

Na discussão da reforma, deputado questiona tamanho do déficit da Previdência estadual

Compartilhe

Denis
Por Denis Luciano
03/08/2021 - 19h18 - Atualizada em: 03/08/2021 - 19h35
Para Minotto, governo está transformando obrigação legal em déficit
Para Minotto, governo está transformando obrigação legal em déficit (Foto: Daniel Conzi / Agência AL)

Na contagem regressiva para a votação que decidirá o futuro da reforma da Previdência estadual, marcada para a tarde desta quarta-feira (4), o deputado Rodrigo Minotto (PDT) lançou uma dúvida sobre o tamanho real do déficit. Foi durante a sessão desta terça-feira (2) que o parlamentar levantou a questão.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

- Precisamos saber qual é realmente o déficit da Previdência estadual - indagou Minotto, da tribuna. Ele afirmou que "a reforma precisa ser mais justa e coerente" e apontou que o déficit anual apresentado, de R$ 4,8 bilhões, não corresponde à realidade. - Cruzando números e a lei vigente, o valor é bem diferente desse - assegurou.

- O gasto do Iprev em 2020 foi de R$ 6,9 bilhões, R$ 2,2 bilhões da parte dos servidores, que contribuem com os 14%, e R$ 4,7 bilhões do governo - comentou, lembrando que, por lei, o Estado deve contribuir com percentual dobrado em relação aos servidores. - O déficit real da Previdência estaria em R$ 320 milhões, já que a parte patronal deveria ter sido de R$ 4,4 bilhões - emendou.

Com esse levantamento em mãos, Minotto antecipa a possibilidade de votar contra o projeto. - Hoje o nosso indicativo é pelo voto contra. Mas muitas conversas estão acontecendo ainda. Eu levantei essa situação pois estava aguardando o conteúdo do substitutivo global apresentado. Com o que veio, eu estava atento a essa especificação do déficit correto, o que não veio - argumentou. 

Alesc vota a reforma na tarde desta quarta-feira
Alesc vota a reforma na tarde desta quarta-feira
(Foto: )

> Deputada catarinense vai propor proibição nacional à linguagem neutra

Para o deputado, o governo Moisés está "se utilizando de uma informação não procedente nem verdadeira para alegar que o déficit é de R$ 4,7 bilhões". - O governo está apontando como déficit algo que, na verdade, é uma obrigação legal - destacou.

Emendas sobre paridade e contribuição de inativos

Minotto aguarda uma posição da equipe do Estado em resposta ao questionamento sobre o déficit. Ele anuncia, ainda, que apresentará uma emenda em conjunto com o deputado Maurício Eskudlark (PL). - Será uma emenda sobre a paridade da segurança pública, que está fora da reforma, e também sobre a contribuição dos pensionistas, dos inativos, desses 14%. Isso afeta uma categoria que ganha até R$ 6 mil e que deverá recolher até R$ 900, é muito pesado - frisou o pedetista. Ele espera pela possibilidade de o governo encontrar uma forma de compensar possíveis perdas para os inativos. - Se o governo quiser recompor essa perda dos inativos de alguma forma, tudo bem. Pode até cobrar, desde que não haja prejuízo real - apontou.

Alguns pontos da reforma ainda serão discutidos até a hora da votação
Alguns pontos da reforma ainda serão discutidos até a hora da votação
(Foto: )

Minotto salientou que a reforma é dura com servidores da segurança pública, da educação, aposentados e pensionistas. - A reforma não pode atrapalhar a vida do servidor que contribuiu por 30, 35 anos - relacionou. - Ainda acredito em avanços nas discussões até a hora da votação - concluiu.

Leia também:

> Veja o que mudou na proposta da reforma da Previdência de SC

> Vereadores aprovam proibição de linguagem neutra em Criciúma

> Sobreviventes do ataque a creche em SC serão ouvidos pela Justiça

Denis Luciano

Colunista

Denis Luciano

Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

siga Denis Luciano

Denis Luciano

Colunista

Denis Luciano

Jornalista com longa experiência no rádio e no digital, Denis Luciano aborda os principais assuntos do Sul catarinense, uma das regiões mais relevantes no Estado.

siga Denis Luciano

Mais colunistas

    Mais colunistas