Os desafios da agricultura motivaram o então jovem Claudimar Bortolin, nascido no município de Modelo, no Oeste de Santa Catarina, a buscar outra opção de carreira. A escolha foi por curso técnico de torneiro mecânico no Senai de São Miguel do Oeste. Longe de casa, decidiu ser garçom durante uma hora por dia, numa churrascaria, para ganhar o almoço. Ao terminar o curso um ano depois, no início de 1993 fundou a Torfresma, hoje uma multinacional pioneira em linhas robóticas de produção para frigoríficos e laticínios.

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Atualmente com 32 anos de atividades e 520 colaboradores, a Torfresma tem matriz em São Miguel do Oeste, uma fábrica em Kansas, nos Estados Unidos, além de escritórios no Chile, em outros estados brasileiros e presença em mercados de outros países. Cresce numa média de 15% a 20% ao ano e encerrou 2024 com faturamento superior a R$ 250 milhões.

Como forma de reconhecer a importância do talento e da inovação da Torfresma para a economia, a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) concedeu a Claudimar Bortolin, na última sexta-feira (28), homenagem com a medalha da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina, ao lado de mais quatro líderes industriais que também receberam esse reconhecimento.

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Veja mais imagens de Claudimar Bortolin durante a homenagem na Fiesc e da sua empresa:

– Eu posso dizer com orgulho que a Torfresma foi a precursora da automação robótica na agroindústria, tanto para o leite, tanto para os frigoríficos – destaca Claudimar Bortolin.

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A Torfresma é uma das líderes nas Américas no fornecimento de linhas de produção para frigoríficos e laticínios. Ela fornece máquinas e equipamentos incluindo integração de robôs para todas as etapas de produção e processamento automatizados, até a embalagem.

No Brasil, entre seus clientes estão gigantes como a JBS, BRF, Aurora Coop, Marfrig e Minerva. Nos Estados Unidos, além da JBS, estão também o Smithfield Foods, a Swift e outras. Desde o início das atividades até agora, a empresa já instalou 1,5 mil linhas de produção para 350 clientes.

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Feliz com os resultados alcançados até aqui, o industrial Claudimar Bortolin está otimista para o futuro. No planejamento estratégico, uma das metas importantes é vender 50% da produção para o mercado externo.

O empresário conta que seu objetivo em deixar a casa dos pais aos 18 anos foi ter uma carreira fora da pequena propriedade agrícola. Tentou o Exército, mas não foi aceito por falta de vagas. Então, alguém falou sobre cursos técnicos do Senai, o que foi a escolha que fez.

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– No Senai, comecei o curso técnico em 19 de fevereiro de 1992 e concluí em março de 1993. Naquele ano, meus pais tiveram uma safra boa e me deram de herança um automóvel Scort Hobby. Troquei o carro por um torno mecânico e esse foi o início da Torfresma. Comecei com dois professores do Senai como sócios, mas eles ficaram pouco tempo e saíram da sociedade. Assumi a empresa sozinho. Ela começou como tornearia, por isso o nome Torfresma de Tornearia, Fresagem e Manutenção – conta o empreendedor.

Mesmo no início da atividade, ele seguiu trabalhando por uma hora como garçom, na churrascaria. Fez isso por oito anos. Foi lá que conheceu a esposa Janete Camini Bortolin, sua sócia e executiva da empresa. O casal tem duas filhas, a Shayanne e a Thávynni.

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O restaurante que deu emprego de horista para o então jovem estudante se chamava Churrascaria e Hotel Oeste. Ele segue ativo atualmente na cidade de São Miguel do Oeste, mas com um novo nome, Di Fiori.

O reconhecimento com a medalha da Ordem do Mérito Industrial foi recebido com muita festa pelo empresário. Ele participou do evento acompanhado da família e de boa parte dos executivos da Torfresma, que o aplaudiram de pé durante a homenagem.

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Além de liderar a indústria que fundou, Claudimar Bertolin também tem forte atuação como voluntário em entidades empresariais e sociais em São Miguel do Oeste. Colabora com projetos do Lions Clube, do Leo Clube e Casa da Amizade do município. Foi presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas, Oficinas Mecânicas e Serviços de Chapeação e Pintura em Veículos do Extremo Oeste de SC.

*Matéria com entrevista do empresário e informações do vídeo produzido pela jornalista Leniara Sabin Machado, para a homenagem da Fiesc.

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