Economia decide eleição argentina, mas promessas de Milei geram incertezas

Novo governo de Javier Milei terá que tomar medidas econômicas com urgência

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Economia decide eleição argentina, mas promessas de Milei geram incertezas

Equipe econômica que vai atuar na Casa Rosada, sede oficial do governo argentino, será decisiva para arrumar as contas do país (Foto: Pixabay, Diego Grandi, Divulgação)

Mais uma vez, em eleição presidencial a economia foi decisiva. Os argentinos, entre um governo que deixou a inflação chegar a 142,7% em 12 meses e a alternativa de um novo presidente com promessas duvidosas, a escolha foi pela segunda opção. O vencedor Javier Milei amenizou o discurso e, agora, a expectativa é sobre a equipe que vai escolher para arrumar a economia às pressas.

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Isso porque além da inflação descontrolada, o país tem 40% da população na pobreza, enfrenta déficit de 2,5% nas contas públicas e deve fechar o ano com recessão de 3%. Pela falta de dólares, a Argentina enfrenta desequilíbrio no balanço de pagamentos e não tem mais recursos suficientes para importações, por isso falta combustível e outros produtos.

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Economista de 53 anos, Milei entrou na campanha com promessas que vão contra a normalidade econômica mundial, como acabar com o Banco Central e dolarizar totalmente a economia. Mas especialistas avaliam que isso seria praticamente impossível pela importância de moeda local e falta de divisas para essa dolarização total.

A expectativa é de que o novo governo, que assume dia 10 de dezembro, tenha equipe com profissionais sensatos para tomar medidas urgentes para buscar a normalidade econômica. Se não, existe o risco de o governo cair antes do final dos próximos quatro anos.

O que falta para os políticos argentinos é parar de tentar reinventar a roda e adotar as medidas que a maioria dos países segue para ter equilíbrio econômico e, portanto, previsibilidade de crescimento. É o famoso tripé macroeconômico: superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação.

Para Santa Catarina, o desempenho da economia da Argentina é importante porque o país é o terceiro parceiro comercial do Estado e, também importante na área de serviços. Os argentinos lideram o fluxo de turistas estrangeiros no Estado.

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, cumprimentou Milei pela vitória e desejou grande gestão, com prática dos valores de liberdade econômica. Se a Argentina adotasse a gestão que é padrão de países com equilíbrio econômico, a atividade cresceria, com impactos positivos para o país e seus parceiros, incluindo Santa Catarina.

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