A exposição “A Luz da Pandemia”, que mostra como a Covid-19 impactou vidas e carreiras para pessoas de 15 famílias de Santa Catarina, se encerrou na noite deste sábado (15) em Florianópolis. Os 15 quadros da artista plástica blumenauense Marcela Schmidt, com trajetórias ilustradas por garças, grandes aves brancas, foram expostos desde o dia 30 de janiero na Galeria Berlim. A próxima exposição da obra “A Luz da Pandemia” abre dia 21 de fevereiro e vai até 07 de março no Brava Mall, em Itajaí. Depois, as próximas mostras serão em Curitiba, São Paulo e Blumenau.
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– O meu sonho com a minha arte era transcender a estética, transcender o objeto. Era falar sobre histórias, que aquele quadro contasse algo que fosse muito além. Eu estava na pandemia, no lockdown, quando eu tive a ideia, porque eu acredito muito, esse é o meu mantra de vida, que eu acredito que em toda dificuldade existe luz, existe a superação com o processo evolutivo por trás – explicou a artista Marcela Shmidt.
Veja mais fotos sobre a exposição e o livro com os textos de Marcela Schmidt:
Para fazer a exposição, ela solicitou pelo Instagram 15 histórias de expressão sobre a pandemia e recebeu o número esperado. Uma parte trouxe dramas, mas outras tiveram o renascer do trabalho ou o fortalecimento do amor em família. Além de retratar cada uma em quadros com garças, publicou as 15 histórias em livro com texto poético.
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Uma das trajetórias contadas em pintura e o texto “A vida que escreveu a vida” pela artista Marcela Schmidt é a da empresária Kelly Graff, de Blumenau, que foi diagnosticada com insuficiência renal. Com a solidariedade de uma amiga, teve a doação de um rim, mas, mais tarde teve outros desafios na área da saúde. O amor em família e dos amigos seguiu forte e ela contou tudo no livro “A Vida com Vida”.
– Nós tivemos a empatia da Marcela. Através de cada história eu tenho certeza que alguém se identifica, que alguém consegue ter o olhar para o próximo, olhar para essa outra situação e buscar uma resposta também para si. Para ajudar, olhar para o seu lado e tentar ajudar um pouquinho – comentou Kelly Graff sobre a sensibilidade da artista e impactos que a exposição provoca.
Uma trajetória na pandemia com final feliz foi a costureira Neide Kuhlmann, que amava fazer vestidos de festa, mas que estava cansada do trabalho. A Covid-19 resultou na suspensão da atividade, mas longe das rendas surgiu um vazio. O fim da pandemia trouxe as clientes de volta e significou também a feliz retomada da atividade que ela exerce com dedicação. O texto poético sobre ela é “A costureira que redescobriu a vida”.
O empresário de Florianópolis Fernando Teixeira teve o exemplo da família contado na obra e no poema “Antonio e o sonho de voar”. Na pandemia, o filho cadeirante, de 25 anos, ficou muito mais feliz porque pode contar com os familiares em casa o tempo todo.
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– Quando contei para a Marcela a história do Antoninho, ela achou incrível porque é o inverso dos problemas enfrentados por outras famílias na pandemia. Meu filho é especial, tem 25 anos, mas mentalidade de um bebê de seis meses. Então, na pandemia, quando os pais tiveram que fazer lookdown, para ele foi maravilhoso. Ele pôde conviver muito mais intensamente com a família – destacou Fernando Teixeira.
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