Três pesquisas sobre o desempenho da economia catarinense em novembro de 2025 – sobre a indústria, serviços e comércio – divulgadas pelo IBGE, confirmam os impactos dos juros elevados no Brasil e do tarifaço de 50% dos Estados Unidos. Os resultados caíram no mês de novembro frente ao mesmo período do ano anterior, mas no ano seguem com desempenho acima da média brasileira.  

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A produção industrial catarinense registrou em novembro do ano passado queda de 1,4% frente ao mesmo mês do ano anterior, resultado um pouco pior que o do Brasil, que teve retração de 1,2% nessa comparação. Mas no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria do estado cresceu 3,4%, e a do Brasil, 0,6%.

Os setores que mais puxaram o resultado catarinense para baixo em novembro frente ao mesmo mês do ano anterior, foram produtos de madeira (-16,8%), móveis (-14,1%) e metalurgia (-15,8%).

E os os principais resultados positivos na comparação com novembro do ano anterior foram minerais não metálicos (9,4%), produtos químicos (6,7%) e alimentos (3,8%). As maiores quedas foram registradas em setores afetados pelo tarifaço de 50% dos Estados Unidos ou ao mesmo tempo pelo tarifaço e os juros de 15% no Brasil.

O setor de serviços teve em novembro a primeira queda de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A retração chegou a 0,2% nessa comparação enquanto o Brasil teve crescimento de 2,5%. Mas no acumulado do ano, o setor alcançou no estado crescimento de 3,7% e o Brasil avançou 2,7%.

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Os grupos que cresceram no estado em novembro frente ao mesmo período de 2024 foram os de serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 13,6%, e serviços de informação e comunicação, 5,1%. Os serviços prestados às famílias tiveram queda de 5,7% e os transportes recuaram 5,6% e o grupo outros serviços teve retração de 6,8%.

O comércio ampliado, que inclui atacado de alimentos, veículos e materiais de construção, cresceu 1% em novembro comparado com o mesmo mês do ano passado enquanto o Brasil teve queda de 0,3%. No acumulado do ano, o estado cresceu 2,6% e o país teve retração leve de 0,2%.

Os setores que puxaram para baixo o resultado de novembro frente ao mês anterior foram as vendas de veículos e peças (-4,1%), atacado de alimentos, bebida e fumo (-5,3). Além disso, as vendas de materiais de construção cresceram 2%, uma variação baixa.  

As maiores altas no varejo restrito foram nas vendas de materiais de escritório (36,5%), produtos de farmácias (8,3%) e hipermercados e supermercados (6,6%). Os números dos setores confirmam os efeitos do tarifaço e dos juros altos de 15%. Isso deve se repetir nos próximos meses porque esses arrochos seguirão acontecendo.  

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