Apesar de o cenário econômico continuar difícil, gradualmente, vem caindo o número de famílias catarinenses com dificuldades para pagar dívidas mensais no prazo. É isso que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Os dados de fevereiro mostraram queda no número de famílias devedoras pelo quarto mês consecutivo em SC. O total de famílias com dívidas em atraso ficou em 28,1% em fevereiro, 1,7 ponto percentual a menos do que em janeiro, quando 29,8% tiveram atrasos nos pagamentos.

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O pico da inadimplência no estado foi em outubro do ano passado, quando chegou a 31,5%, o maior percentual da série histórica iniciada em 2010.  A pesquisa do mês passado (fevereiro de 2026) mostrou também que pela primeira vez em mais de seis meses o total de inadimplentes em Santa Catarina ficou abaixo da média nacional, que registrou 29,3% de devedores no mês.

– Vemos, no momento, uma tendência clara de recuo da inadimplência, porém ainda em patamares mais elevados do que os registrados no começo do ano. Precisamos acompanhar como será o comportamento desse indicador ao longo do restante do ano. A economia pode ser afetada por uma série de fatores, como a guerra no Oriente Médio e a eleição presidencial. Disso dependem eventuais cortes na taxa de juros, que ajudariam na recuperação da capacidade de compra das famílias – afirma Edilene Cavalcanti, economista da Fecomércio SC.

A PEIC mostrou também que o percentual de famílias endividadas ficou em 72,8% em fevereiro, quase igual ao do mês anterior, janeiro, que registrou 72,9%. Na comparação com fevereiro de 2025, o houve um aumento de 1,6 ponto percentual. Apesar disso, SC seguiu com endividamento abaixo da média histórica do estado, que é de 75,1% das famílias.

A economista da Fecomércio observa que o endividamento não é algo negativo. Acontece porque as famílias compraram a prazo, um procedimento normal na economia brasileira.

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Até o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o cenário era melhor para a gestão da renda familiar, apesar da série de dívidas que sempre surgem no início do ano. Isso porque muitas famílias com renda até R$ 5 mil não estão recolhendo Imposto de Renda, existia a certeza da redução dos juros básicos da economia brasileira a partir desta semana e a empregabilidade em SC segue alta em função do pleno emprego no estado.  

Mas a guerra, com a pressão no preço dos combustíveis pode retardar a queda dos juros básicos da economia, o que dificulta a oferta de melhores condições de consumo para as famílias.

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