Empresários catarinenses e do mundo todo que têm negócios diretos ou indiretos com os Estados Unidos aguardam ansiosos as medidas tributárias prometidas para esta quarta-feira, às 17h (horário de Brasília) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por meio da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, o presidente antecipou que as tarifas recíprocas para automóveis entram em vigor nesta quinta-feira. Foram divulgadas muitas possíveis tarifas não confirmadas e, enquanto isso, o mundo se organiza para ter alternativas de vendas em outros mercados.

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Entre medidas possíveis que foram veiculadas pela imprensa estão a adoção de tarifas diferentes para cada parceiro comercial dos Estados Unidos. Em linhas gerais, seria uma de 20% para importações de todos os países e uma sobretaxa menor para um grupo de países.

Em Santa Catarina, entre os setores que vendem para os Estados Unidos e poderão ser diretamente afetados estão produtores de madeiras para construção e móveis, autopeças, compressores de ar e de refrigeração, barcos, equipamentos médicos e odontológicos, revestimentos cerâmicos, têxtil, confecções e carnes.  

As empresas estão apoiando a posição do governo brasileiro de primeiro negociar, para depois adotar medidas mais duras contra os Estados Unidos. O Congresso Nacional está aprovando lei de reciprocidade comercial que vai permitir ao Brasil retaliar países que adotarem medidas comerciais que prejudiquem a economia brasileira.

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Entre os movimentos no mercado mundial que chamam a atenção estão as negociações da China, Japão e Coreia do Sul para criar um mercado comum na Ásia para enfrentar essa nova realidade imposta por Donald Trump.

Outro acordo comercial que avança é entre o Canadá e a União Europeia. Se fala também de uma possível negociação entre as duas maiores economias do mundo, os Estados Unidos e a China, mas isso não está sendo comentado ultimamente e seria uma situação complexa para a China negociar com o país que está causando todas as mudanças.

No Brasil, a expectativa ainda é de que o país não seja um dos mais atingidos porque tem sinergia com a economia americana. Mas será preciso esperar os anúncios de Trump para ver como o país será afetado e vai se posicionar diante dessa nova realidade.

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