O IBGE acaba de publicar três novos indicadores sobre a pobreza e vulnerabilidade social no Brasil, que reafirmam a posição de Santa Catarina como o Estado menos pobre do Brasil. Os índices, feitos com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (FOP) de 2008-2009 e 2017-2018 consideram condições de moradia e acesso a serviços públicos.

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Os novos indicadores são: Índice de Pobreza Multidimensional Não Monetário (IPMNM), Índice de Vulnerabilidade Multidimensional Não Monetário (IVM-NM) e o Índice de Pobreza Multidimensional Não Monetário com Componente Relativo (IPMCR).

Índice de pobreza

No primeiro indicador, o de Pobreza Multidimensional Não Monetária, considera somente as pessoas em grau de pobreza, numa escala de 0 a 100. Quanto mais perto do zero, menor a pobreza.

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Nesse indicador, Santa Catarina teve o mais baixo índice, de 0,3%, com base nos dados de 2017-2018. Ele estava em 2% no Estado em 2008-2009, o que significou recuo de -83,3% nesse intervalo de oito anos. No Brasil, esse indicador caiu de 6,7% para 2,3% no período, com recuo de -65,2%.

Ainda dentro desse indicador, a pesquisa mostrou que Santa Catarina teve o menor percentual de pessoas com algum grau de pobreza em 2017-2018, com 5,1%. Isso significou uma redução de -16,5% frente a 2008-2009, quando era quatro vezes maior, de 21,6%. Nesse indicador, o Paraná ficou em segundo lugar com 8,7%, São Paulo (9,2%0 e Rio Grande do Sul (11,2%). Os piores índices foram no Maranhão (58,1%) e Pará (52,0%).

Segundo o IBGE, em 2018 o Brasil tinha 22,3% das pessoas com algum grau de pobreza. Isso significou queda de 21,9 ponto percentual frente a 2008, quando estava em 44,2%.

Índice de Vulnerabilidade

Santa Catarina registrou o menor Índice de Vulnerabilidade Mutidimensional Não Monetário do Brasil em 2017-2018, de 2,6%. Teve um recuo de -65,8% frente a 2008, quando estava em 7,7%. Foi a maior queda entre as 27 unidades da federação. O Brasil estava com índice de 14,5% em 2008 e teve recuo de -46,9%, chegando a 77%.

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No caso de SC, segundo o IBGE, a dimensão Educação foi uma das que mais contribuíram para a melhoria desse índice do Estado. Em 2008 estava em 19% e em 2018 subiu para 21%. Outra que se destacou foi moradia, que subiu de 8,7% para 13,6%. Os serviços financeiros também ajudaram, subiram de 16,8% em 2008 para 19,3% em 2018.

Os cidadãos de SC tiveram recuo nos indicadores de transporte e lazer, que estava em 24,8% em 2008 e caiu para 15,6% em 2018; e saúde pública recuou de 16,9% para 16,5%.

Índice Multidimensional Relativo

Segundo o IBGE, o Índice de Pobreza Multidimensional Não Monetário com Componente Relativo (IPM-CR), ao contrário dos outros dois índices, não adota pontos de corte, nem classifica as pessoas como pobres e não pobres. É um índice que utiliza uma função de pertencimento, estabelecida com base nas informações sobre as perdas individuais de qualidade de vida, explicou o instituto.

Em Santa Catarina, esse índice recuou de 9,3, para 6,7, uma queda de 28% no intervalo entre as duas pesquisas POF. Conforme o IBGE, o IPM-CR do Brasil também recuou. Teve redução de 20% no período analisado: de 15,0 em 2008-2009 para 12,0 em 2017-2018. Nas áreas urbanas e rurais o recuo foi parecido, de 19%.

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Condição diferenciada de SC

A liderança de Santa Catarina em qualidade de vida, com os menores indicadores de pobreza do Brasil nas últimas décadas está ligada à diversificação da economia, alto índice de empreendedorismo, mistura de culturas (pessoas de mais de 50 nacionalidades), boa distribuição urbanística, com pequenas cidades e boa distribuição fundiária.

Há mais de 10 anos, o Estado ostentou a menor taxa de desemprego do Brasil, numa boa parte desse período com pleno emprego (desemprego de até 5%). Isso facilita o acesso das pessoas ao trabalho, remuneração e melhores condições de vida.

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