Com o fim do Carnaval nesta quarta-feira (18), o ano de 2026 começa na prática para boa parte dos setores econômicos do Brasil. A afirmação de que o ano começa depois do Carnaval tem, em parte, sintonia porque muitas empresas dão férias coletivas em janeiro e alguns setores importantes como o da educação, retomam atividades normalmente nesse período ou logo após.
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O cenário neste ano é de um crescimento econômico em menor ritmo do que em 2025. A maioria das instituições financeiras, de acordo com o Boletim Focus, estimam crescimento de 1,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, uma variação menor do que a alta de 2,25% para 2025.
O mercado começa a fazer estimativas para o início do ciclo do corte dos juros básicos da economia na reunião do Banco Central dos dias 17 e 18 de março. A taxa está em 15% ao ano e deverá cair até dezembro para 12,25% ao ano. Parte das instituições está prevendo corte de 0,5 ponto percentual da taxa em março.
Gradativamente, com juros menores, se espera que a inadimplência das famílias tenha retração no primeiro semestre do ano. A inflação sob controle e a maior renda de parte das famílias em função do fim do Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil por mês também vão ajudar.
O cenário internacional indica potencial de novas oportunidades para a economia de Santa Catarina e do Brasil. O presidente Lula está em viagem oficial à Índica e Coreia do Sul desde essa terça-feira.
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Na Índia, o governo brasileiro deverá fazer acordos sobre exploração de minerais críticos, os chamados terras raras, e também sobre tecnologias para inteligência artificial. O setor de proteína espera redução da tarifa para carne de frango, hoje em 100% para vender ao país. Além disso, será aberto um escritório da ApexBrasil na Índia, que ajudará pequenas e médias empresas na abertura de negócios.
Na Coreia do Sul, o presidente vai tratar de relações comerciais. Para Santa Catarina, interessa manter ou ampliar mercados principalmente na área de proteína animal.
E para março está prevista também a visita de Lula ao presidente Donald Trump, em Washington, onde será tratado o fim do tarifaço, a principal pauta econômica do Brasil e Santa Catarina com os Estados Unidos. Outros temas políticos serão abordados.
O setor econômico brasileiro também aguarda as aprovações parlamentares e assinaturas que viabilizem o início, na prática, do acordo Mercosul e União Europeia. Precisa de aprovação do Congresso Nacional brasileiro e de uma decisão positiva da União Europeia.
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Em Santa Catarina, apesar desse cenário macroeconômico, os investimentos do setor privado continuam, tanto de grandes empresas quanto de médias e pequenas.
Também seguem investimentos público-privados como o da marina em Florianópolis e o esperado início da Via Mar até meados deste ano pelo governo do estado, como previu o governador Jorginho Mello. Para um ano de Copa do Mundo e eleições, o primeiro semestre, principalmente, será de agenda econômica intensa.
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