O empresário Fernando Marcondes de Mattos, fundador do Costão do Santinho Resort – empreendimento pé na areia em Florianópolis que é um dos mais premiados do Brasil – inaugurou quarta-feira (20) a Fundação Marcondes. A instituição é o braço social do grupo que vai priorizar educação. Ele destacou que a ênfase será o ‘S’ da famosa sigla global ESG, muitas vezes esquecido pelas empresas. Os investimentos serão principalmente em qualificação para melhorar a formação das pessoas, destaca o empreendedor, que é o presidente do conselho do grupo.

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De acordo com o empresário, a Fundação Marcondes vai priorizar formação técnica de pessoas da região do resort, principalmente dos bairros Santinho e Ingleses, que ficam no Norte da Ilha de Santa Catarina. Mas como dará ênfase em formação integral de jovens, entre os planos estão a criação de uma orquestra e até de um time de futebol com o objetivo de proporcionar formação e educação.

Veja mais imagens do lançamento da Fundação Marcondes e do Costão do Santinho Resort:

A sede da Fundação Marcondes fica ao lado do complexo do Costão do Santinho Resort, no Norte da Ilha. Conta com auditório e salas equipadas para aulas de computação, tem uma quadra esportiva e outras estruturas. O evento de inauguração contou com a presença do prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, do presidente do conselho da Celesc, Glauco José Corte, outras autoridades, familiares, executivos e alguns dos 1.570 colaboradores do grupo. Leia entrevista exclusiva de Fernando Marcondes de Mattos a seguir:

O que significa o lançamento da Fundação Marcondes para o senhor?

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– É mais um passo importante para a transformação econômica da região do Norte da Ilha de Santa Catarina. É mais uma qualificação do grupo. A sensibilidade de enxergar que o social é fundamental em ESG. Quando se fala em ESG, ninguém destaca o social, que é a gerência do corpo funcional, da equipe de pessoas.

Mas quando eu falo funcional, nós temos que ir mais à frente. Que, aliás, é o objetivo da Fundação Marcondes. É enxergar os funcionários como parceiros da empresa, e a comunidade e as famílias como extensão da empresa.

Nós não podemos ter uma empresa rica com uma comunidade caindo aos pedaços. A gente não pode não fazer nada. Não dá. Uma vez, numa reunião da cidade com 50 empresários importantes eu disse: nós estamos aqui

tomando uísque e o morro descendo. Não tem sentido. Não tem como a gente viver bem aqui fechando os olhos.

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Então, a fundação quer dar uma contribuição. Claro que é pequena, considerando o todo, mas é significativa, porque acredito que possa servir, também, de exemplo para outras empresas. Estamos dedicando esforço e recurso. Já temos três cursos de informática para funcionários e para a comunidade.

Queremos ampliar. Temos aqui três senhoras que coordenam um grupo de 48 mulheres, o Amigas para Sempre. Toda segunda-feira fazem uma festinha aqui (na sede da nova fundação). Então, nós queremos o bem-estar da comunidade, nós queremos atuar na área social, com foco para a classe mais desfavorecida.

Nós não vamos aplicar recursos em time de futebol, a não ser que seja montado por nós para transformar guris em jogadores. Isso nós podemos fazer. Mas, sempre, o sentido é a área social, aplicar na área social, nas regiões aqui dos bairros Ingleses e Santinho.

Que atividades a Fundação Marcondes vai priorizar?

– Um projeto deve ser na área musical. Eu quero, por exemplo, junto com maestro André Calibrina, criar uma orquestra de cem músicos que trabalhariam durante o ano todo. Seriam crianças de favela. Eu acho que isso seria uma maravilha. É uma prioridade minha. E, desse jeito, se a gente conseguir fazer isso… De cem rapazes que não têm nenhum futuro, daqui a pouco vão virar profissionais da música.

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De onde virão os recursos para os investimentos da fundação?

– Em primeiro lugar, teremos recursos da empresa (o Costão do Santinho Resort). Vamos usar as leis de incentivos. E eu, também, vou usar recursos próprios em projetos. Vou destinar parte do que recebo de dividendos e vamos buscar recursos de incentivos junto a outras empresas.

O Costão do Santinho Resort tem mais de 30 anos. Que projeto social desse período todo o senhor destaca?

– Quando fundamos o Costão definimos valores e propósitos que seguimos e são as colunas do nosso êxito. Um deles é atenção especial aos nossos colaboradores.

Como o senhor avalia o atual momento do Costão do Santinho Resort na atividade hoteleira?

– A empresa está bem. Por exemplo: agora estamos tendo um evento da diretoria do Grupo Boticário com 1.500 pessoas. É uma grande empresa que poderia fazer esse evento em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, mas escolheu o Costão do Santinho. Eles vieram aqui. O que significa isso? Significa qualidade de serviço, qualidade das instalações. E para isso empenhamos muitos esforços e muitos recursos.

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Como está a ocupação média do resort?

– Estamos com ocupação elevada. Devemos fechar o ano com ocupação média de 75%. No ano passado alcançamos isso e, neste ano, deveremos conseguir essa média de novo. Vamos repetir.

Esses visitantes vêm de onde?

– No verão – janeiro, fevereiro e março -, 25% vêm da Argentina, 15% do Chile e 20% vêm de São Paulo. Temos uma participação grande de turistas internacionais.  

O Costão investiu para oferecer mais conforto e novidades aos hóspedes?

– Sim! Temos um investimento lá nas piscinas. Fizemos uma cobertura, um investimento grande. Agora, temos uma piscina coberta para os hóspedes. É uma delas, a maior, que também é aquecida. Facilita para quem quer nadar no inverno.

O maior investimento do grupo, atualmente, é o Costão Estaleirinho, em Balneário Camboriú. Em que fase estão as obras?

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– O Costão Estaleirinho é o primeiro projeto da nossa área imobiliária. As obras avançaram bastante. Oferecemos imóveis no conceito de multipropriedade, que é atrativo para muitas famílias, muitas pessoas.

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