O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina alcançou no período de 12 meses até março deste ano crescimento de 6,9% de acordo com estimativa feita pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). O cálculo, com base em 28 indicadores da economia estadual mostrou aceleração frente ao período imediatamente anterior, alta de 5,4% até dezembro do ano passado.

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De acordo com o economista da diretoria de Políticas Públicas da Seplan, Paulo Zoldan, que lidera o estudo, com esse resultado SC alcançou o maior crescimento entre os estados brasileiros no período. É uma variação que supera a média nacional do período, que passou de 3,4% em 12 meses até dezembro para 3,5% até março, segundo projeções.

O boletim mostra que o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) do Banco Central, considerado uma prévia do PIB,  também mostra que a economia de SC foi a que mais cresceu no Brasil nos últimos 12 meses encerrados até março último. Segundo esse indicador, SC cresceu 6,7%, a maior alta entre as 13 maiores economias estaduais do país. Em segundo lugar ficou o Paraná, com 6,5% e o Pará, com 5,1%.

O resultado positivo de SC foi puxado pela indústria, que cresceu 8% nos 12 meses até março deste ano, com destaque para a indústria de transformação, que cresceu 9,4% no período, informou a Seplan. Os setores que mais cresceram foram os de máquinas e equipamentos e máquinas e aparelhos elétricos, mas todos os setores da indústria de transformação cresceram no período, segundo dados do IBGE.  

O setor de serviços de SC cresceu 6% no período anualizado até março, com um leve recuo frente a 12 meses encerrados em dezembro. Esse desempenho deveu-se à melhora nas condições gerais da economia, especialmente ao maior dinamismo da indústria e do comércio, que demandam diversos serviços relacionados, explica o boletim Indicadores Econômicos-Fiscais do Estado.

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Entre as atividades de serviços acompanhadas na estimativa do PIB estadual, a maior alta foi dos transportes, de 9%, mostrando sintonia com o impacto da maior produção industrial. O comércio ampliado, que também integra os serviços, cresceu 7,7% no período. Entre os grupos de serviços que cresceram até março estão os de alojamento e alimentação (+8,2%) e dos serviços prestados às famílias (+8%).

Desta vez, a produção agropecuária também colaborou. A agricultura, que caiu na safra anterior, na atual voltou a crescer e teve um índice quantum de 17,8%, com maior produção de soja, milho, arroz, feijão, fumo e cebola. O clima ajudou e a área plantada foi maior.

A pecuária também cresceu. No primeiro trimestre de 2025 avançou 2,2% frente ao mesmo período de 2024. A produção de frangos cresceu 2,2% e a de suínos, 0,90%. De acordo com o estudo da Seplan, este foi o sétimo ano de alta da pecuária.

Entre os indicadores que também colaboraram para a alta estão o aumento das exportações. No período de 12 meses até abril de 2025, cresceram 3,7% e somaram receita de US$ 11,9 bilhões.

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Outro dado favorável é o pleno emprego no estado, com taxa de desemprego de 3% em março deste ano, segundo o IBGE. Um dos setores que puxaram a expansão de vagas foi a construção civil, que contratou 47,9 mil pessoas em 2024 e até abril deste ano abriu mais 11.536 postos de trabalho. Esse resultado do setor está ligado ao interesse de pessoas de outros estados também investir em imóveis em SC.

– O crescimento da economia estadual muito provavelmente perderá fôlego ao longo do ano. Além da base alta de comparação, a economia brasileira deverá crescer menos e o setor externo também não deverá ajudar muito. A média das projeções para o crescimento do PIB brasileiro para esse ano apontam nessa direção – afirma Paulo Zoldan, ao observa que, pela sua diversidade e potencial, a economia de SC seguirá crescendo acima da média brasileira.

A projeção para o PIB do Brasil em 2025, segundo a pesquisa Focus junto às instituições financeiras feita pelo Banco Central é de crescimento de 2,20%. Esse dado é de 16 de junho. Pelo ritmo da economia de SC, a variação no estado será maior.


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