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PIB do Brasil tem queda histórica de 9,7%, mas economia de SC recua menos

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Por Estela Benetti
01/09/2020 - 09h52 - Atualizada em: 01/09/2020 - 16h54
Imagem do Centro de Florianópolis em dia de maior distanciamento social
Imagem do Centro de Florianópolis em dia de maior distanciamento social (Foto: Diorgenes Pandini / NSC)

A inimaginável pandemia do novo coronavírus, que colocou mais da metade dos brasileiros para dentro de casa no final de março, derreteu o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre, como era esperado. A taxa de crescimento recuou 9,7% frente ao trimestre anterior e 11,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, ambas maiores da série iniciada em 1996. 

Um leve alento foi o tombo menor do que o esperado da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede investimento e ficou em 15,2%. O PIB de Santa Catarina sai dois anos depois, mas o Índice de Atividade Econômica Regional, apurado pelo Banco Central e considerado uma prévia, mostrou que a economia estadual foi um pouco melhor.

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Os dados do PIB nacional no segundo trimestre frente ao primeiro resumem o peso do estrago da pandemia. Até a agropecuária, que não parou no período e cresceu 0,4%, sofreu com os efeitos do isolamento porque diversas atividades que impactam o setor. A indústria teve o maior recuo, -12,3%, e o estrago maior de 17,5% foi no setor de transformação, forte em SC. Os serviços, que reúnem também o comércio, caíram 9,7%.

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Do lado da demanda, a queda de 12,5% no consumo familiar não surpreendeu porque pelo menos a metade das famílias fez isolamento e reduziu compras. Mas o recuo de 8,8% no consumo do governo poderia ter sido menor porque poucas atividades públicas pararam. Apesar da pandemia, alguns setores industriais seguiram investindo e a construção não parou totalmente. Por isso a FBCF, que mede a venda de máquinas e equipamentos e o setor de construção, caiu 15,2% enquanto o mercado esperava recuo da ordem de 20%. Esse indicador é importante porque significa investimento e emprego.

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Nesse trimestre histórico, pode-se deduzir que a economia catarinense foi melhor do que a do Brasil porque ela vinha num ritmo maior desde a recuperação pós-recessão 2015-2016. Os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) mostram isso. No primeiro mês cheio da pandemia e também o fundo do poço, que foi abril, segundo esse indicador, a economia de SC caiu 5,3% frente ao mês anterior e cresceu 3,5% em maio e 4,8% em junho. O Brasil, nesse mesmo dado, caiu 9,7% em abril, cresceu 1,3% em maio e 4,9% em junho.

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Na comparação com os mesmos meses do ano passado, SC teve queda de 12,4% em abril, de 9,3% em maio e de 4,4% em junho. O Brasil teve queda de 13,7% em abril, de 12,8% em maio e de 8,6% em junho.

Outros dados como de arrecadação de impostos e retomada de emprego indicam que o Estado vem crescendo um pouco mais do que o Brasil. Por uma questão de tempo para elaboração da estatística, dos dados do PIB estadual saem dois anos depois. Mas a diversificada e dinâmica economia de SC vai confirmar que, graças a isso, tem um fôlego maior do que a do Brasil, apesar de depender principalmente do mercado nacional.

e 12,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A economia do Brasil recuou 9,7% frente ao mês anterior e 13,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, SC cresceu 3,5% e em junho 4,8% na comparação com os meses anteriores enquanto o Brasil cresceu 1,3% e 4,9% nesse indicador.

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Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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