Após meses em alta, os preços do café iniciaram trajetória de queda no Brasil. A razão principal é a colheita da safra de 2025 que começou neste mês de maio, está começando a chegar nas indústrias e gerando impacto de preço menor antecipadamente, explica a empresária Micheli Poli Silva, integrante do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e CEO do Café Jurerê, de Tijucas, Santa Catarina. Outra razão, segundo ela, é safra maior também no exterior.

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– Já estamos recebendo matéria-prima com preço menor. Até agosto, os preços devem cair cerca de 20% para a indústria e para o consumidor. Isso porque a safra deste ano terá produção boa, dentro das expectativas – explica Micheli Poli.

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Outro fator que está influenciando é a boa safra de café do Vietnã, o segundo maior produtor mundial, atrás apenas do Brasil. De acordo com a empresária, a boa safra do país asiático também está colaborando para a queda dos preços no mercado internacional.

– A safra do Brasil está boa. Mas temos que esperar as próximas floradas. Tem a safrinha, que também refletirá no mercado agora. Mas é importante que as geadas não prejudiquem os pés de café durante o inverno e essa produção também seja maior – afirma Micheli Poli, destacando que esse é um cenário importante para os preços caírem ainda mais.

A principal causa da alta dos preços do café no Brasil e no mundo foi climática, que reduziu a oferta desde 2024. As mudanças nas condições climáticas que afetaram as lavouras começaram no final de 2023. Nos últimos 12 meses, até abril de 2025, o preço do café subiu 80% no mercado nacional, segundo as variações registradas na apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumdior (IPCA).

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), o país é o maior produtor e o maior exportador de café do mundo e o segundo maior consumidor. No ano de 2024, em média, cada brasileiro consumiu 6,25 quilos.

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