A atividade econômica de Santa Catarina registrou em fevereiro crescimento de 5,1% na comparação com o mesmo mês de 2023, enquanto a economia do Brasil teve alta de 2,6% no mesmo período. Nos últimos 12 meses, SC cresceu 3,0% enquanto o país teve alta de 2,3%. Na comparação de fevereiro com o mês anterior, janeiro, em dado livre de efeitos sazonais, tanto SC quanto o Brasil tiveram alta de 0,4%.  

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O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) é apurado pelo Banco Central do Brasil e acompanhado pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. Baseado principalmente nas pesquisas mensais do IBGE, o índice catarinense, no comparativo anual, foi puxado pelo comércio, serviços e indústria. O comércio e os serviços tiveram influência da temporada turística.  

O varejo ampliado cresceu 13,3% em fevereiro frente ao mesmo mês de 2023. As maiores altas foram registradas pelos setores de veículos e motos (22,7%), atacados de alimentos (19,5%) e farmácias (18,1%). Outros grupos importantes que cresceram foram os combustíveis (4,8%) e hipermercados e supermercados (6,4%).  

Em fevereiro, a produção industrial do Estado cresceu 6,6% ao mesmo mês do ano passado. Entre os setores que se destacaram estão o de equipamentos elétricos com alta de 21,3%, e o de máquinas e equipamentos 3,7%. O consumo das famílias também colaborou.  

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Para o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, os setores de equipamentos elétricos e bens de capital sentiram o efeito positivo da maior oferta de crédito, devido aos juros mais baixos. O empresário também destacou o impacto das exportações de bens de capital.

– A contribuição da indústria para a atividade econômica catarinense também foi decorrente do volume recorde de exportações do estado no primeiro trimestre de 2024. A venda ao exterior de bens de capital intensivos em tecnologia cresceu 11,3% de janeiro a março deste ano e impulsionou a economia catarinense – analisou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. 

A economista do Observatório Fiesc, Camila Morais, afirmou que a alta de 13,5% das exportações do setor madeireiro também favoreceu o melhor desempenho da indústria em fevereiro. As principais vendas são para os Estados Unidos, que retomaram os investimentos na construção civil.

O setor de serviços, em Santa Catarina, cresceu 8,4% em fevereiro frente ao mesmo mês de 2023. Em 12 meses, teve alta de 8,1%. Os grupos que tiveram alta foram informação e comunicação (11,6%), transportes (9,3%), outros serviços (7,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (7,1%). A única queda foi nos serviços para as famílias (-0,2%).

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Efeitos da enchente

Os meses de março e abril devem apresentar evolução com base nas suas dinâmicas sazonais, com menor impacto do setor turístico. Maio vai trazer influências do desastre climático no Rio Grande do Sul. Diversos setores avaliam impactos, mas os efeitos reais serão confirmados depois pelos dados.

A expectativa é de que os efeitos serão expressivos na economia brasileira porque o Rio Grande do Sul responde pelo quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) dos estados brasileiros. No ano passado, o PIB estimado ficou em R$ 6,5 trilhões.

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