A economia de Santa Catarina deverá ter o quarto maior impacto financeiro entre os estados brasileiros caso o governo dos Estados Unidos adotar a tarifa de 50% de importações a partir de sexta-feira, mostra estudo da Confederação Nacional da Indústria). Isso porque o estado obteve 14,9% do faturamento de exportações em 2024 com vendas ao mercado americano. E análise da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que SC terá a segunda maior queda de Produto Interno Bruto (PIB) entre os estados, de -0,31%, atrás somente do Amazonas, que pode ter recuo de -0,67%.

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O montante de US$ 1,74 bilhão de 2024, em valor convertido em real na cotação desta terça-feira é de R$ 9,73 bilhões. No mesmo ano, SP alcançou US$ 4,47 bilhões. O Rio Grande do Sul somou US$ 1,92 bilhão e o Paraná, US$ 1,91 bilhão, apurou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Veja mapas e quadro com mais dados sobre os estados:

O relatório da confederação chama a atenção pelo fato de quase tudo o que SC vende aos EUA é da indústria, com 99% do total. A madeira e derivados respondeu por (US$ 650,7 milhões, 37,2%), automóveis (US$ 258,6 mi, 14,8%) e máquinas e materiais elétricos (US$ 232,5 mi, 13,3%). 

Conforme a CNI, os estados com maior alta concentrada de vendas aos EUA são o Ceará, Espírito Santo e Paraíba. Para 11 estados, as vendas ao mercado americano estão entre 10% e 20%. Nos demais, para 11 estados as exportações aos EUA respondem de 10% a 20%.

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– A imposição do expressivo e injustificável aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estratégicos e comprometendo a competitividade das exportações brasileiras. Há estados em que o mercado americano é destino de quase metade das exportações.  Os impactos são muito preocupantes – analisa Ricardo Alban, presidente da CNI.

O estado com maior dependência dos EUA é o Ceará, que em 2024, destinou 44,9%% das exportações para aquele mercado, totalizando US$ 659,1 milhões. Depois, vieram o Espírito Santo (28,6%), Paraíba (21,6%), São Paulo (19,0%) e Sergipe (17,1%).

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