Em sua palestra magna na abertura do Congresso Catarinense sobre Gestão de Pessoas, o Concarh 25, que acontece no Centrosul, em Florianópolis, até esta sexta-feira, a filósofa, escritora e professora universitária, Djamila Ribeiro, fez diversos alertas sobre as formas de discriminação que afetam pessoas negras. Disse que, por ser conhecida, muitos a encontram e vêm logo perguntar sobre o racismo no Brasil. Mas ela enfatiza que esse é um tema que deve ser abordado por todas as pessoas.
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– Todo mundo tem que falar. Brancos, negros… Todo mundo. Senão a gente fixa e acha que a pessoa tem que falar sobre isso. É a questão do ser humano. Quantas pessoas deixaram de me conhecer porque elas só me colocaram nesse lugar? De que eu teria que dar resposta sobre tudo? Se a pessoa fosse falar comigo ia saber que eu adoro k-drama (filmes da Coreia do Sul), gosto de música, sou mãe, posso falar de literatura – destacou Djamila Rodrigues.
Para ela, enfrentar o racismo é uma responsabilidade de todos, mas principalmente de quem tem poder de decisão. Isso porque, se cada um não fizer a sua parte, mais uma vez estará delegando isso somente para as pessoas que sofrem a opressão.
– Quem tem poder de decisão, tem uma maior responsabilidade, tem poder para mudar as coisas, poder para transformar, amplificar as vozes que foram silenciadas durante muito tempo – observou ela, numa referência ao tema do Concarh deste ano que é “Qual é a sua voz”.
O Concarh deste ano reuniu mais de 5 mil pessoas no CentroSul, em Florianópolis, com palestras sobre os diversos temas do momento sobre gestão de pessoas. Inclusão, etarismo, tecnologia, preservação ambiental, saúde e bem-estar foram destaques.
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