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MEDIDAS RESTRITIVAS

À espera das medidas restritivas de Moisés, prefeitos do Médio Vale discutem alternativas

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Por Evandro de Assis
24/02/2021 - 06h01 - Atualizada em: 24/02/2021 - 06h03
Municípios da região tentam garantir dinheiro para leitos de UTI
Municípios da região tentam garantir dinheiro para leitos de UTI (Foto: Patrick Rodrigues)

Os 14 prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) aguardarão as prometidas medidas restritivas contra a Covid-19 do governador Carlos Moisés (PSL) antes de tomar qualquer decisão regional sobre o assunto. Em reunião online terça-feira (23) no fim da tarde, o colegiado avaliou sugestões mencionadas pelo governador horas antes, como a proibição de atividades entre 0h e 6h, mas considerou o cenário ainda incerto.

> Veja quais medidas o governo de Santa Catarina cogita para reduzir a circulação de pessoas.

Espera-se de Florianópolis um conjunto de medidas semelhante ao de dezembro, quando o Estado decretou um "toque de recolher" que acabou sendo pouco efetivo. Há prefeitos que defendem maior rigor em pontos específicos, como horários de funcionamento de bares. Outros entendem ser obrigação do Estado dar o tom da gravidade. Por enquanto, a ordem é aguardar a publicação do decreto estadual, ou ao menos uma minuta dele.

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Em julho do ano passado, as 14 prefeituras negociaram um texto comum para decretar medidas restritivas. No entanto, cada prefeitura acabou seguindo estratégia própria, prejudicando o plano de ação regional. Agora, o objetivo é alcançar consenso.

Antes de Moisés tomar a dianteira no debate com as maiores prefeituras de Santa Catarina, o Vale do Itajaí organizava-se. O presidente da Ammvi e prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall, já havia feito contatos com as entidades da Foz do Itajaí e do Alto Vale para tentar alinhavar um conjunto de medidas válido para toda a região. Com o plano adiantado por Moisés, as conversas terminaram esvaziadas.

Quem paga as UTIs?

Enquanto isso, os prefeitos do Médio Vale concentram-se na reativação de leitos de UTI nos hospitais Santa Isabel e Santo Antônio. Vagas que a prefeitura de Blumenau dá como garantidas nos boletins diários da Covid-19 carecem de fonte de financiamento. Por enquanto, nem Brasília e nem Florianópolis garantiram que pagarão por eventuais internações.

O objetivo dos municípios é conseguir que o Estado adiante pagamentos, o que proporcionaria tranquilidade aos hospitais para desmobilizar outros setores e realocar pessoal. Blumenau suspendeu as cirurgias eletivas que demandam recuperação em UTI, medida que libera espaço mas ao mesmo tempo prejudica o caixa dos hospitais, que também atendem por convênios.

Apesar do esforço, prefeituras, hospitais e governo estadual concordam que a maior restrição para ampliar o atendimento é a falta de pessoal. Rarearam no mercado médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas com treinamento para atuar em UTIs.

Nesta terça, 110 dos 115 leitos de tratamento intensivo disponíveis para pacientes de Covid-19 estavam ocupados na região. Nessa conta, só estão contabilizados 20 leitos no Santa Isabel e outros 20 no Santo Antônio.

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