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    Medidas restritivas contra o coronavírus expõem divergências entre prefeitos da região de Blumenau

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    Por Evandro de Assis
    21/07/2020 - 09h10 - Atualizada em: 21/07/2020 - 15h01
    Comércio de Blumenau amanheceu fechado nesta terça-feira
    Comércio de Blumenau amanheceu fechado nesta terça-feira (Foto: Patrick Rodrigues)

    Conforme vêm a público os decretos dos municípios do Médio Vale com novas medidas restritivas contra a transmissão da Covid-19, ficam evidentes discordâncias entre as prefeituras da região. O resultado prático das regras dissonantes pode estimular cidadãos de Blumenau a deslocaraem-se a cidades vizinhas caso insistam em fazer compras ou jantar fora, inclusive aos fins de semana. Mas também há diferenças entre os municípios menores.

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    As negociações prolongaram-se pelo fim de semana, principalmente devido à posição mais rigorosa do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt. Um texto de consenso surgiu na noite de domingo, apresentada pela Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi). Porém, como se percebe agora, nem aquelas medidas brandas estão sendo seguidas. A rigor, apenas Timbó, Rodeio e Apiúna cumpriram o combinado.

    Gaspar e Guabiruba, cidade do presidente da Ammvi, Matias Kohler, ainda não publicaram novos decretos.

    Blumenau ficou isolada na defesa do fechamento de atividades como o comércio de rua, bares e restaurantes, exceto para delivery. No texto da Ammvi, a medida fora suavizada para restrições de dias e horários. Porém, estas tampouco foram acatadas no todo.

    Indaial, por exemplo, não mexeu em bares, lanchonetes, restaurantes e no comércio de rua. O decreto do prefeito André Moser também não menciona templos religiosos. Brusque manteve o comércio aberto até 20h de segunda a sábado. A Ammvi havia deliberado por limitar às 18h, de segunda a sexta, e 12h, aos sábados.

    Restaurantes abertos

    No caso dos restaurantes, a minuta de decreto da Ammvi previa funcionamento até 20h de segunda a sexta e, nos fins de semana, apenas entregas. Pomerode ampliou até 21h de segunda a sexta. Benedito Novo e Doutor Pedrinho restringiram o funcionamento até 14h, mas incluíram os fins de semana. Brusque liberou os estabelecimentos até 14h aos sábados.

    Nos supermercados, o percentual de 30% previsto no documento conjunto surgiu flexibilizado em vários decretos. Botuverá e Doutor Pedrinho ficaram nos 50%. Neste caso, até Blumenau contrariou a regra combinada, mantendo os 40% que já estavam valendo. Também voltou atrás da decisão de fechar os estabelecimentos aos domingos.

    Academias e igrejas foram poupadas no decreto de Benedito Novo. Vários municípios não mencionam o comércio de rua. 

    O resultado do esforço regional, que envolveu dezenas de profissionais de saúde, consultores da Furb contratados pela Ammvi, recomendações do governo estadual e apelos dramáticos dos hospitais de Blumenau, esbarrou nas diferentes fases da pandemia na região (Doutor Pedrinho, por exemplo, confirmou um único caso) e na dificuldade que prefeitos têm de dar más notícias a eleitores que votarão em novembro.

    Nesta terça-feira, os hospitais do Médio Vale do Itajaí têm ocupação de 110% dos leitos de UTI reservados para Covid-19. Isso porque Blumenau está abrindo o que a prefeitura chama de "leitos de guerra" nos hospitais Santo Antônio e Santa Isabel. A dependência das UTIs de Blumenau é o argumento que Hildebrandt vem usando no debate com os colegas prefeitos.

    Até aqui, não foi suficiente.

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