nsc
nsc

Pandemia

Aposta interna na Saúde é de que pressão por restrições em SC ficará insustentável

Compartilhe

Evandro
Por Evandro de Assis
04/03/2021 - 15h02
Piora nos números da pandemia e medidas mais duras de outros estados enfraquecem posição do governo
Piora nos números da pandemia e medidas mais duras de outros estados enfraquecem posição do governo (Foto: Patrick Rodrigues)

Pressões internas e externas por mais restrições contra a transmissão do coronavírus em Santa Catarina devem tornar insustentável a atual política do Estado, de fechar atividades não essenciais apenas nos fins de semana e madrugadas. É a aposta que fazem profissionais com trânsito no Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), para quem a postura branda diante do colapso tem prazo curto.

> Receba via Whatsapp as principais notícias de Blumenau e região.

A insistente piora nos números da pandemia e medidas mais duras tomadas por estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul enfraquecem a posição do governo, que pediu tempo para analisar o efeito das medidas tomadas até o momento.

Na próxima semana, governo e órgãos fiscalizadores estarão de olho nos números de casos, internações e mortes. As medidas para evitar circulação de pessoas nas madrugadas completarão duas semanas. Haverá pressa por resultados que, segundo especialistas, dificilmente virão.

Será progressivamente mais complicado para o governo sustentar o discurso que normaliza o desastre sanitário, a exemplo do que vem fazendo o secretário de Saúde André Motta Ribeiro em entrevistas a emissoras de televisão do Sudeste.

A exposição de Motta em rede nacional, nos últimos dias, reforçou a impressão externa de que Santa Catarina faz pouco para conter a crise. As quarentenas no Paraná e, a partir de sábado, em São Paulo, além das medidas mais restritivas no Rio Grande do Sul, isolam os catarinenses.

A questão que se faz, nos bastidores, é: o que farão Ministério Público, Defensoria e Tribunal de Contas se a situação não parar de piorar? E quem pode ser responsabilizado?

Apesar disso tudo, a pressão econômica também continuará soando alto aos ouvidos de Carlos Moisés. O barulho pode ficar insuportável.

Evandro de Assis

Colunista

Evandro de Assis

Notícias e comentários exclusivos sobre o cotidiano de Blumenau e do Vale do Itajaí.

siga Evandro de Assis

Evandro de Assis

Colunista

Evandro de Assis

Notícias e comentários exclusivos sobre o cotidiano de Blumenau e do Vale do Itajaí.

siga Evandro de Assis

Mais colunistas

    Mais colunistas