nsc
nsc

Não é hora de relaxar

Pandemia de coronavírus dá sinais de estabilização em Blumenau

Compartilhe

Evandro
Por Evandro de Assis
05/08/2020 - 07h23 - Atualizada em: 05/08/2020 - 09h33
A notícia é boa, mas a cidade ainda está longe de livrar-se da Covid-19
A notícia é boa, mas a cidade ainda está longe de livrar-se da Covid-19 (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

Enfim, uma boa notícia. Dados dos últimos seis dias indicam um início de estabilização da pandemia de coronavírus em Blumenau. Procura por testes, novos casos, pacientes em tratamento e até internações em UTI pararam de crescer ou tiveram redução desde a quarta-feira (29) passada.

> Clique aqu para receber notícias do Vale do Itajaí pelo WhatsApp.

Porém, não há garantia de que a cidade tenha alcançado o pico, ou platô, na evolução da Covid-19. Há dúvidas sobre as causas da desaceleração e, principalmente, se os números de fato apontam para uma tendência duradoura. 

Com 63 mortes confirmadas pelo município, 100% das vagas de UTI reservadas para a doença ocupadas, assim como oito "leitos de guerra", ninguém deve considerar a batalha vencida. Em abril, após a quarentena, Blumenau e Santa Catarina acreditaram estar livres do coronavírus. Um erro que custou caro.

— Isso pode mudar rapidamente se as pessoas acreditarem que está tudo resolvido e que o coronavírus passou. Os cuidados têm que ser mantidos — enfatizou o secretário de Saúde Winnetou Krambeck na live de terça à noite.

Para o prefeito Mário Hildebrandt, as medidas restritivas implementadas em julho são as responsáveis pela mudança de cenário. O transporte coletivo está parado desde o dia 14 e, entre os dias 21 e 27, comércio não essencial e restaurantes tiveram de fechar as portas. Estima-se que os efeitos de medidas de isolamento levem cerca de 15 dias para aparecer nos gráficos.

Ponto de atenção para a próxima semana é o fato de que, desde o dia 28 de julho, estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes puderam reabrir as portas, mesmo que com horário reduzido. A saber que impacto terá a flexibilização sobre a evolução da pandemia.

Na avaliação do infectologista Amaury Mielle Filho, outras duas razões podem ajudar a explicar a desaceleração do coronavírus em Blumenau. Mortes em sequência e UTIs lotadas estimulariam um comportamento mais cauteloso do blumenauense. E ainda há a hipótese de que a alta contaminação dos últimos meses tenha despertado os primeiros "benefícios" da chamada imunidade de rebanho.

> Acesse o Painel do Coronavírus com os dados detalhados de Santa Catarina.

Como são menos de 10 mil casos confirmados até o momento, mesmo que houvesse uma subnotificação de três ou quatro vezes, cerca de 10% dos 357 mil moradores de Blumenau estariam, em tese, imunes ao coronavírus. Não se deve ignorar os demais 90% ainda vulneráveis à contaminação.

Os números

O dado que demonstra com maior clareza um início de estabilidade da curva é o de casos ativos. O número de blumenauenses em tratamento (2.489) é o menor desde 21 de julho. O pico foi no dia 29, com 3.140.

Houve aumento no número de recuperados e redução na descoberta de casos novos. Na média móvel dos últimos sete dias a suavização da curva fica evidente.

Testagem

É verdade que essa aparente estabilização veio acompanhada de uma redução no número de testes. Nos últimos seis dias, foram testados 700 blumenauenses a menos que no período entre 23 e 28 de julho: 3.292 contra 3.992. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, isso se dá devido à menor procura por atendimento nos ambulatórios dos bairros e na Vila Germânica. Essa mesma tendência pôde ser observada, especialmente neste início de semana, em laboratórios privados.

* Colaborou Augusto Ittner

Evandro de Assis

Colunista

Evandro de Assis

Notícias e comentários exclusivos sobre o cotidiano de Blumenau e do Vale do Itajaí.

siga Evandro de Assis

Evandro de Assis

Colunista

Evandro de Assis

Notícias e comentários exclusivos sobre o cotidiano de Blumenau e do Vale do Itajaí.

siga Evandro de Assis

Mais colunistas

    Mais colunistas