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Hildebrandt turbina segundo mandato em Blumenau com R$ 480 milhões em empréstimos

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Por Evandro de Assis
22/09/2021 - 10h18
Capacidade do governo de projetar soluções será testada nos próximos anos
Capacidade do governo de projetar soluções será testada nos próximos anos (Foto: Divulgação)

O segundo mandato do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), será turbinado por até R$ 480 milhões em empréstimos ao município. Com autorização da Câmara de Vereadores, o governo já pode captar dinheiro para dois pacotes de investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, espaços de lazer e tratamento de água. Parte dessas obras deve concretizar-se nos próximos três anos.

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A operação de crédito mais simples, junto ao Banco do Brasil, foi aprovada nesta terça-feira (21) pelo Legislativo. São R$ 160 milhões para pavimentação de ruas, erguer um ambulatório novo no Badenfurt, resolver o inacabado Terminal do Água Verde, reformar a ponte Adolfo Konder, no Centro, e construir o Parque Linear da Margem Esquerda do Itajaí-Açu, entre outros. Mesmo que algumas das obras ainda dependam da contratação de projetos, é factível que sejam entregues até 2024.

O financiamento mais complexo, porque internacional, é com o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). Para conseguir assinar o contrato, será preciso obter o aval do Ministério da Economia e do Senado Federal. Mas o trabalho extra renderá cerca de R$ 320 milhões para aplicar no Corredor Norte, que é a reformulação da Rua Pedro Zimmermann, na Itoupava Central, e a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Samae na Rua Bahia.

Os vereadores apoiaram em peso os planos da administração, com a exceção de Diego Nasato (Novo). O suplente de Emmanuel Tuca Santos (Novo) defendeu que a prefeitura buscasse o dinheiro em Brasília a fundo perdido — hipótese irreal considerada a dificuldade de aportar verba federal na duplicação da BR-470. Desde o fim dos anos 1990, ao menos, é por meio de financiamentos que a prefeitura de Blumenau melhora a infraestrutura.

Os pacotes de investimentos terão de ser avaliados pelos resultados obtidos. Hildebrandt reelegeu-se sob o discurso de que o governo era bom na execução, de que projeto bom era projeto feito. Para quem recebera o mandato (e obras) pela metade, era a estratégia possível. Agora é diferente.

Mais do que fazer, será preciso mostrar capacidade de desenvolver soluções e antecipar-se aos problemas de uma cidade onde locomover-se virou sofrimento. As escolhas da gestão dizem respeito à Blumenau de 2025. Como dizia o slogan da campanha vitoriosa em 2018, para a carreira política de Mário Hildebrandt, o futuro é agora.

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