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    Eleições municipais

    O que pensam os pré-candidatos a prefeito de Blumenau sobre as medidas contra o coronavírus

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    Evandro
    Por Evandro de Assis
    22/07/2020 - 08h39 - Atualizada em: 08/08/2020 - 07h25
    Maioria dos concorrentes apoia quarentena, mas critica decisões anteriores
    Maioria dos concorrentes apoia quarentena, mas critica decisões anteriores (Foto: Patrick Rodrigues)

    O retorno à quarentena contra o coronavírus proporcionou ao prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) a maior exposição pública desde o início da pandemia de Covid-19. Cerca de 20 mil pessoas acompanharam a live de segunda-feira (20) de manhã. As restrições repercutiram no Estado e projetaram a imagem de um prefeito rigoroso na resposta ao colapso das UTIs. 

    Nesta terça-feira (21), Hildebrandt disse que a decisão foi "a mais difícil que já tive que tomar em minha vida pública".

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    É imprevisível o impacto que esse movimento político terá nas eleições 2020. Indicativo da incerteza são as reações dos possíveis adversários. Apenas Ricardo Alba (PSL) manifestou-se publicamente, em redes sociais, contra o fechamento do comércio, bares e restaurantes.

    A maioria dos pré-candidatos a prefeito não questiona o decreto, mas ações anteriores que, no entender deles, levaram Blumenau ao fechamento. Parte entende que medidas de isolamento deveriam ter ocorrido antes. Outros acreditam que seria possível evitar a quarentena se os hospitais tivessem um reforço maior. A coluna não conseguiu contato com João Paulo Kleinübing (DEM).

    Se a pandemia, de fato, for um dos principais temas nas eleições municipais, é provável que o hiato entre as duas quarentenas seja mais debatido do que as restrições em si. Veja o que cada pré-candidato disse:

    Ana Paula Lima (PT)

    — É lamentável ter chegado a esta situação, poderíamos ter evitado se desde o começo desta pandemia tivéssemos adotado as recomendações da OMS. Lembro a cena da abertura irresponsável do shopping, autorizada na época, que virou notícia nacional. Por isso as medidas adotadas agora, com essa radicalidade, são o único caminho para proteger a vida do povo blumenauense.

    Arnaldo Zimmermann (PSB)

    — Quanto a bares, restaurantes e similares, a atitude foi correta. Essas medidas tinham que ter acontecido pelo menos um, dois meses antes. Achei exagerada na questão do comércio porque, pensando no comércio de bairro, que estava se recuperando, a maneira como foi feita não foi boa. Existem bons comerciantes pagando o preço por aqueles que estão abusando. Tinha que ter radicalizado na parte do lazer, venda de bebidas, loja de conveniência, tudo isso, há mais tempo, e reforçar a fiscalização dos baladeiros.

    Ivan Naatz (PL)

    — Trata-se uma experiência única. Tudo que se faça é experimental, logo, sujeito a erros e acertos. O fato do governo do Estado estar remetendo doentes de outras regiões para tratamento em Blumenau desequilibra o sistema e o planejamento local. Me pareceu prudente e preventivo o decreto municipal. Na dúvida, o melhor é proteger as pessoas.

    João Natel (PDT)

    — São medidas infelizmente necessárias, porém, reativas e tardias e tomadas apenas quando o colapso dos hospitais não podia mais ser escondido. Há 10, 15 dias, a prefeitura já tinha dados. Por que não foram tomadas antes? A falta de planejamento local e condução não técnica, personalista, pouco transparente, colaboraram para o quadro que temos hoje. Hoje improvisa-se leitos de UTI, falta pessoal técnico, o tratamento de doenças, como cardiológicas, neurológicas, ortopédicas, está sendo adiado. Não se adoece e morre só de Covid-19.

    Odair Tramontin (Novo)

    — Uma decisão errada leva a outra. Tivemos mais de três meses para preparar hospitais e leitos para um momento de pico, mas muito pouco foi feito. Agora, no desespero, tomam-se novamente medidas drásticas sem que se tenha certeza de sua efetividade. Pior ainda é que a conta está sendo debitada em cima dos empreendedores que vinham cumprindo as determinações do poder público, o que é injusto.

    Ricardo Alba (PSL)

    — Essa nova quarentena decretada pelo prefeito de Blumenau vai penalizar comerciantes, trabalhadores, a economia em geral da cidade, que já está muito penalizada pela quarentena de março decretada pelo governo do Estado. Acredito não ser esse o modelo adequado para o combate à pandemia. Tem que fortalecer a rede hospitalar, fazer ações integradas com os outros municípios. Blumenau está caminhando de maneira solitária e muitas vezes contrária às medidas adotadas pelos outros municípios da região.

    Ronaldo Baumgarten Júnior (PSD)

    — Acredito que as ações da prefeitura realmente são necessárias, contudo, penso que deveríamos ter não só disponibilizado mais testes à população, assim como insistindo na fiscalização da cidade para que as ações não prejudicassem apenas alguns setores.

    Wanderlei Laureth (Avante)

    — A gente perdeu tempo lá atrás, Blumenau poderia ter sido uma cidade modelo e fazer um bom isolamento por 30, 40 dias. A gente conseguiria comprar testes, montar um número de leitos suficiente e a cidade inteira poderia voltar ao normal. É uma decisão difícil, mas tem que ser tomada. Mas ele deveria fechar tudo: mercado, farmácia e posto de gasolina.

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