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Prevenção a cheias

Obra em ponte de Blumenau exige a instalação de novas réguas no Rio Itajaí-Açu

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Por Evandro de Assis
21/09/2020 - 07h02 - Atualizada em: 21/09/2020 - 07h08
Régua fixada no pilar da ponte Adolfo Konder ficará oculta após a duplicação
Régua fixada no pilar da ponte Adolfo Konder ficará oculta após a duplicação (Foto: Patrick Rodrigues)

A régua que serve de parâmetro oficial do nível do Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, precisa mudar de lugar. E logo. A duplicação da ponte Adolfo Konder ocultará os números dispostos no pilar de sustentação próximo à Avenida Beira-Rio. 

O problema parece novo, mas na verdade arrasta-se desde 2011, quando a enchente levou a seção de réguas metálicas dispostas no talude. A que está na ponte deveria ser uma solução provisória.

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Faz dois anos que novas réguas foram adquiridas, mas nunca instaladas. Já existe até local definido: uma escadaria da Beira-Rio perto de um ponto de ônibus, em direção à prefeitura. Porém, a Epagri aguarda o município providenciar um acesso desde a calçada para que o funcionário responsável pelas duas medições diárias possa descer em segurança. É o que deve ocorrer até o fim de setembro, afirma o secretário de Defesa Civil, Carlos Menestrina.

A demora na instalação das réguas preocupa o meteorologista do Centro de Operações da Bacia Hidrográfica do Itajaí-Açu (Ceops/Furb), Dirceu Severo. A régua manual do Itajaí-Açu é essencial em enchentes porque serve para conferir se os medidores eletrônicos estão funcionando corretamente e ainda fica de reserva para o caso de pane nos sistemas. Quando a situação aperta, é na medição tradicional que as autoridades confiam.

— Todos os dados gerados sobre cotas de enchentes e previsões de nível de cheia podem ficar comprometidas — alerta Severo.

Até existe outra régua no Centro de Blumenau. Ela fica na Ponte de Ferro, mas não está calibrada com o restante do sistema e, portanto, não serve para o acompanhamento das cotas de enchente.

Hidrologia

As réguas possuem ainda outra utilidade, segundo o agente de pesquisa da Epagri/Ciram Alan Henn. As medições diárias, às 7h e às 17h, abastecem o sistema de monitoramento de rios da Agência Nacional de Águas (ANA). A cada 90 dias, a própria Epagri também coleta informações de vazão do Itajaí-Açu, usando equipamentos específicos. 

Essas informações servem de base para projetos de engenharia como pontes e o cais previsto para a reforma da Prainha, por exemplo.

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