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    Operação policial é merenda para os adversários de Hildebrandt

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    Evandro
    Por Evandro de Assis
    21/10/2020 - 17h20 - Atualizada em: 23/10/2020 - 21h50
    Foco da investigação é a compra de alimentos de agricultores familiares
    Foco da investigação é a compra de alimentos de agricultores familiares (Foto: Celso Renner, Divulgação)

    Eleição municipal é isso. O prefeito acorda favorito na pesquisa de intenção de voto e, horas depois, precisa explicar por que o governo dele está comprando alface a valores três vezes superiores aos de mercado.

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    Fatos como o desta quarta-feira (21), quando a Polícia Civil apontou indícios de superfaturamento na compra de alimentos para a merenda escolar em Blumenau, servem para lembrar que, em disputas eleitorais, ninguém ganha na véspera. Ainda que os números da Paraná Pesquisas sejam muito favoráveis a Mário Hildebrandt (Podemos), o impacto de policiais entrando numa repartição do município é imprevisível.

    > Veja os números da Paraná Pesquisas sobre a corrida eleitoral em Blumenau

    Pelo que veio à tona até o momento, o episódio da operação Agricultor Fantasma envolve um funcionário de escalão inferior e não prejudica diretamente a candidatura governista. Produtores rurais estariam vendendo hortifrutis da Ceasa como se fossem agricultura familiar e superfaturando preços.

    Entretanto, a investigação serve merenda aos adversários no momento em que mais precisam de reforço. Irregularidades na alimentação de crianças, pior ainda com famílias fragilizadas pela pandemia de Covid-19, são gasolina em qualquer disputa eleitoral. Difícil explicar às donas de casa que uma prefeitura com comissões de licitação e controladoria desconheça os preços do chuchu, da batata-doce e da cenoura no mercado.

    > Câmara cobra explicações sobre operação que apura suposta fraude na merenda de Blumenau

    Ainda faltam 25 dias para o primeiro turno.

    Correção

    Havia escrito "corregedoria" quando, na verdade, pretendia fazer referência à "controladoria" do muncípio, no último parágrafo. O erro permaneceu no ar até 15h53min desta quinta (21). A versão acima está corrigida.

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