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    Pesquisa aponta um favorito na pulverizada eleição de Blumenau

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    Por Evandro de Assis
    20/10/2020 - 23h08
    Atual prefeito lidera as intenções de voto e tem baixa rejeição
    Atual prefeito lidera as intenções de voto e tem baixa rejeição (Foto: Patrick Rodrigues, BD, NSC)

    Os números do Paraná Pesquisas sobre a disputa pela prefeitura de Blumenau mostram que a eleição mais pulverizada da história municipal tem favorito. A vantagem do prefeito Mário Hildebrandt (Podemos) em relação aos demais 11 concorrentes é o destaque do levantamento, feito a pedido da NSC Comunicação.

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    Fosse uma campanha normal, não haveria surpresa na boa largada de um prefeito em campanha de reeleição. Mas como o ex-vice testa a própria densidade eleitoral pela primeira vez, após a renúncia de Napoleão Bernardes, a expectativa era de um jogo mais parelho a essa altura. Para os governistas, as notícias dificilmente poderiam ser melhores.

    > Veja os números do Paraná Pesquisas para a eleição em Blumenau.

    Na pesquisa estimulada, com 33,9% das intenções de voto, Hildebrandt tem 18,2 pontos percentuais de vantagem sobre João Paulo Kleinübing (DEM), com 15,7%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

    O ex-prefeito, que governou entre 2005 e 2012, está mais distante do líder do que tem de folga em relação ao terceiro e ao quarto colocados — respectivamente, Ricardo Alba (PSL, com 7,2%) e Ivan Naatz (PL, com 5,1%). Os números atuais acendem sinal vermelho na campanha do Democratas.

    O atual prefeito ainda tem rejeição baixa (9,2%) em comparação a Ana Paula Lima (PT, com 47,4%), Kleinübing (20,3%) e Naatz (15,2%). Índice que sugere potencial de crescimento da candidatura. Também têm peso as avaliações positivas da administração municipal (52,4% de ótimo e bom) e do combate ao coronavírus no município (57,5% de ótimo e bom).

    Numa eleição com tantos ingredientes de incerteza, as respostas dos entrevistados nesta primeira sondagem indicam que um contingente importante de blumenauenses prefere manter as coisas como estão.

    Segundo turno

    Levando em conta os resultados atuais, Kleinübing, Alba e Naatz tendem a lutar por uma única vaga no segundo turno — não excluída a possibilidade de desfecho já na primeira rodada. Corre por fora o novato Odair Tramontin (Novo), que atingiu 4,4% na estimulada e 2,6% na espontânea (quando não são apresentados ao eleitor os nomes dos candidatos).

    Também fica nítida a dificuldade dos partidos de esquerda na eleição em Blumenau. A candidata do PT tem 4,9%, resultado preocupante para quem obteve 29% dos votos válidos em 2012, na terceira posição. Somados, João Natel (PDT), Geórgia Faust (PSOL) e Mário Kato (PCdoB,) não alcançam 4%.

    Débora Arenhart (Cidadania), Jairo Santos (PRTB) e Wanderlei Laureth (Avante) não chegam a 1% das intenções de voto.

    Indecisos e abstenção

    Quando não são apresentados os nomes dos candidatos, 52% dos eleitores de Blumenau ainda não sabem apontar um nome espontaneamente. Percentual que cai para 10,5% na pesquisa estimulada. São votos ainda não consolidados, e que podem mudar de lado até 15 de novembro.

    É com essa possibilidade que contam os candidatos em desvantagem nesta fase da campanha.

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