Alexandre Birman (E) e Roberto Jatahy (D), principais acionistas da empresa, discordam sobre os rumos do negócio (Foto: Divulgação)
A Azzas 2154, gigante de moda formada a partir da fusão entre Arezzo e Grupo Soma, e que controla a Hering, informou ao mercado nesta segunda-feira (26) que não tem conhecimento de qualquer decisão ou operação aprovada para uma eventual cisão da empresa, com divisão de ativos entre os principais acionistas.
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O comunicado foi divulgado após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedir esclarecimentos sobre uma reportagem do jornal Valor Econômico, com informações sobre um suposto desenho do plano de cisão e o futuro de Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Ambos são os acionistas referência da Azzas 2154, mas estão em pé de guerra sobre os rumos do negócio.
“A companhia esclarece que não tem conhecimento de qualquer decisão tomada, operação aprovada, proposta formal ou instrumento vinculativo celebrado relacionado à eventual cisão da companhia ou à segregação de ativos entre referidos acionistas, tampouco de medidas adotadas para efetivar quaisquer das operações mencionadas na notícia ou de discussões sobre seus potenciais termos e condições”, diz o documento.
A Azzas 2154 comunicou ainda que questionou Birman e Jatahy sobre a existência de “fatos, tratativas, estudos, propostas ou negociações em curso” entre eles relativos a um possível rompimento da sociedade ou divisão de ativos – leia-se marcas. Ambos informaram que, até o momento, não mantêm qualquer interação, tratativa ou negociação neste sentido.
A companhia esclareceu ainda, “no curso regular de seus negócios e em linha com práticas usuais de mercado”, que conduz “análises preliminares e exploratórias sobre alternativas estratégicas, no Brasil e no exterior, relativas aos seus negócios, controladas e ativos, contando, para tanto, com o suporte de assessores externos especializados”.
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Na última semana, a Azzas 2154 confirmou a contratação de assessoria financeira do banco Itaú BBA para “avaliação de diversas oportunidades estratégicas”, em meio a uma crise entre Birman e Jatahy que foi parar na Justiça e alimentou especulações no mercado de um possível rompimento entre os sócios.
Além da Hering: relembre outras empresas de Blumenau que foram vendidas
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A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)
A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)
A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)
Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)
A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)
Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)
Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)
Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)
A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)
Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)
A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)
Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)
Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)
Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)
A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)
Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)