Alexandre Birman (E) e Roberto Jatahy (D), principais sócios da Azzas 2154 (Foto: Divulgação)
O aparente acordo de paz entre os principais sócios da Azzas 2154, gigante da moda que tem a Hering sob seu guarda-chuva, parece não ter durado muito tempo. Os desentendimentos entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy sobre a condução dos negócios não apenas persistiram como agora extrapolaram as paredes da empresa, indo parar na Justiça.
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Jatahy entrou com uma cautelar, como revelou o colunista Lauro Jardim, de O Globo, para tentar impedir a retirada da marca Reserva, uma das principais do grupo, da operação interna liderada por ele. O objetivo seria evitar a perda de R$ 116 milhões de Ebitda oriundos das sinergias da integração da marca após a fusão entre Arezzo e Grupo Soma, que deu origem à Azzas 2154.
Em abril, em meio a uma debandada de diretores, a Azzas 2154 anunciou mudanças na estrutura organizacional interna, com o retorno de Jatahy à linha de frente para liderar a unidade Fashion&Lifestyle Women, um desdobramento por gênero da unidade Fashion&Lifestyle. A Reserva é uma marca de moda masculina, e ficaria fora desta vertical.
Por decisão de Birman, que é o CEO do grupo, a Reserva seria separada da operação comandada por Jatahy e se uniria à unidade Basic, cujo carro-chefe é a Hering, presidida por David Python. Segundo apuração do Valor Econômico, houve um comunicado interno a respeito em abril. Jatahy então acionou o conselho de administração na tentativa de barrar a medida. Sem sucesso, foi à Justiça.
Nesta terça-feira (12) pela manhã, a Azzas 2154 disparou comunicado ao mercado informando ter sido “surpreendida” pela existência da ação judicial de Jatahy referente à gestão da unidade de moda masculina da companhia. Segundo a empresa, nos termos do estatuto social, isso é algo que compete ao CEO (Birman) decidir.
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“Trata-se de assunto também regulado em acordo de acionistas da companhia, e não se esperam repercussões para a operação”, diz a nota.
Ao longo do dia, a 7ª Vara Empresarial da Comarca do Estado do Rio de Janeiro concedeu liminar favorável à Jatahy, alegando que o assunto deve ser tratado numa arbitragem entre as partes.
O processo corre em sigilo, mas a própria Azzas 2154 disse, em outro comunicado disparado no fim da tarde de terça, que a decisão determinou a abstenção da prática de atos e a manutenção da estrutura organizacional da companhia vigentes até 22 de abril com relação às unidades de negócio de vestuário feminino e masculino, além da manutenção de Jatahy na função de Chief Brand Officer e, interinamente, como responsável pela gestão das unidades.
Além da Hering: relembre outras empresas de Blumenau que foram vendidas
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A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)
A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)
A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)
Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)
A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)
Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)
Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)
Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)
A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)
Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)
A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)
Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)
Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)
Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)
A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)
Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)