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    Eleições 2020: crise do coronavírus vai dar mais peso à economia nos debates da campanha

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    Por Pedro Machado
    06/09/2020 - 11h00
    Centro de Blumenau
    Rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

    As convenções partidárias da semana que passou são o ponto de partida para a definição das candidaturas que buscarão o voto majoritário do eleitor blumenauense em novembro. Mas, mais importante do que as composições de siglas e nomes, elas representam também a largada para a construção de planos de governo de uma cidade que começará 2021 ainda sob os impactos da pandemia do novo coronavírus.

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    Saúde, educação e mobilidade urbana costumam ser as pautas mais frequentas das campanhas em Blumenau, mas neste ano devem dividir espaço também com o desenvolvimento econômico – tema que nunca foi a preocupação número 1 do eleitor local, considerando os indicadores históricos de geração de emprego e renda acima da média.

    Pesquisa Focus feita pela Furb, publicada em primeira mão pelo Santa em julho, revelou que a quebradeira de empresas liderava o ranking de preocupações do blumenauense em meio à pandemia. De uma lista de 16 itens, o sistema de saúde pública ficou apenas no meio da tabela: oitava posição, atrás também do desemprego, quarto colocado. Fica evidente o peso do desempenho da economia na percepção de quem irá às urnas.

    Nos sete primeiros meses de 2020, Blumenau acumulou uma perda de 2.935 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado é consequência direta da pandemia: entre março e maio, com fechamento de comércios e serviços paralisados, 7.885 vagas desapareceram. A queda foi interrompida em junho (+148) e o mês de julho (+626) já apresentou sinais mais consistentes de retomada. Ainda assim, o rastro de prejuízos é grande e ainda há muito a ser recuperado.

    Propostas para dar nova dinâmica à atividade econômica municipal não faltam, mas muitas delas caminharam a passos lentos nos últimos anos. Exemplo: pouco se tem falado, ao menos publicamente, sobre os planos de desenvolvimento econômico (Pedem) e do turismo, apresentados entre 2015 e 2016. Há outros projetos que esbarraram na burocracia. Depois de muita espera, o Centro de Inovação deve enfim entrar em funcionamento ainda neste ano.

    Há ainda concessões de espaços como Mercado Público, Centro de Convenções, Frohsinn e outras áreas públicas, que começaram a sair do papel com o lançamento dos primeiros editais nos últimos dias. Com projeção de queda de R$ 260 milhões no orçamento da prefeitura em 2021, o dinheiro vindo da iniciativa privada será fundamental para movimentar a economia na próxima gestão. Para isso, investidores precisarão ter a segurança de que todos esses projetos realmente serão efetivados.

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