A catarinense Oxford, tradicional fabricante de louças e porcelanas com sede em São Bento do Sul, deve inaugurar em 2024 um centro de distribuição nos Estados Unidos. O plano é usar a estrutura para abastecer varejistas americanos, europeus e asiáticos em poucos dias.

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A estratégia mira acelerar o crescimento para que a empresa atinja R$ 1 bilhão em faturamento em cinco anos. Isso significaria mais do que dobrar as vendas de 2022, que somaram R$ 449 milhões. As informações são de uma reportagem publicada pela revista Exame neste sábado (25). Procurada, a Oxford confirmou as projeções à coluna.

A publicação lembra que o mercado internacional já representou a principal fonte de receita da empresa. No fim do século passado, 70% das vendas da Oxford vinham de fora do Brasil. O negócio, no entanto, não era vantajoso e a gestão decidiu focar na economia doméstica, hoje responsável por 90% dos resultados do grupo.

Na nova investida no exterior, a aposta será em itens de maior valor agregado, para evitar a competição com produtos asiáticos. À Exame, o diretor-presidente da Oxford, Irineu Weihermann, disse que a empresa tem de fugir das commodities. A abertura de uma loja virtual para atender diretamente o consumidor americano também está nos planos.

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A Oxford é dona de três marcas: a homônima Oxford, principal da empresa; a Biona, que tem produtos mais acessíveis; e a Strauss, comprada em leilão da antiga cristaleria blumenauense de mesmo nome.

Loja de fábrica

A Oxford também está investindo R$ 5 milhões para reformar uma casa enxaimel em Pomerode. O local sediará uma megaloja de 750 metros quadrados, que será integrada a uma fábrica de cristais que a empresa já mantém na cidade. A inauguração deve ocorrer em 2024.

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