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Motoristas e cobradores de ônibus de Blumenau vencem queda de braço com a Blumob

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Por Pedro Machado
12/08/2021 - 17h16
Trabalhadores aceitaram as condições propostas pela empresa em duas assembleias nesta quinta-feira
Trabalhadores aceitaram as condições propostas pela empresa em duas assembleias nesta quinta-feira (Foto: Divulgação)

O sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau e região (Sindetranscol) venceu a queda de braço com a Blumob, concessionária responsável pelo serviço na cidade. A categoria tem motivos de sobra para celebrar o acordo costurado com a empresa, ratificado em duas assembleias nesta quinta-feira (12) e que encerra qualquer possibilidade de greve dos ônibus.

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A defasagem de 11,55% nos vencimentos, medida pelo INPC e acumulada desde novembro de 2019, será reposta. Não de uma só vez, mas em três parcelas: 6% na folha de agosto, paga em setembro e com efeitos retroativos até julho; 2% em fevereiro; e 3,18% em maio de 2022.

A diferença salarial dos meses de julho e agosto, informou o Sindetranscol, será paga em setembro em forma de abono salarial. O vale-alimentação da categoria receberá injeção de R$ 100, passando de R$ 820 para R$ 920 (+12,2%), e a atual convenção coletiva de trabalho foi renovada na íntegra.

Para compensar o parcelamento da reposição inflacionária, os trabalhadores receberão um bônus de até R$ 500 no vale-alimentação que será pago em dezembro e de R$ 80 no que será depositado em abril do ano que vem.

Outros benefícios como auxílio-creche e plano de saúde também serão reajustados em 11,55%, subindo para R$ 266,53 e R$ 131,63, respectivamente. As horas paralisadas no dia 3 de agosto, quando Blumenau amanheceu sem ônibus, não serão descontadas.

As condições negociadas são representativas para a categoria – cerca de 850 trabalhadores em Blumenau – principalmente diante do atual contexto. Funcionários públicos, por exemplo, não terão reajuste neste ano em função da Lei Complementar 173/2020, que condicionou o socorro financeiro do governo federal a estados e municípios ao congelamento de salários de servidores. Em vários setores da iniciativa privada as negociações ainda se arrastam.

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