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Tristeza

Morte de ciclistas na BR-101 é tragédia anunciada

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Por Renato Igor
07/06/2021 - 06h25 - Atualizada em: 07/06/2021 - 15h14
Casal foi atingido por uma carreta carregada de madeira que tombou na rodovia
Casal foi atingido por uma carreta carregada de madeira que tombou na rodovia (Foto: Redes sociais, Reprodução)

É uma tragédia com uma dor imensa. Infelizmente, a morte de Suellen Schveitzer Belusso, 36, e Ivan Antônio Belusso, 40, os dois ciclistas que perderam a vida na manhã deste domingo (6) em um acidente de trânsito em Balneário Camboriú, coloca de luto o mundo do ciclismo e comove os catarinenses. O casal deixou três filhos.

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Ninguém sai de casa para fazer esporte pensando em não voltar para casa. Ninguém sai de casa para um hábito saudável como pedalar pensando em ser vítima no trânsito.

Cada vez mais, grupos de ciclistas, atletas profissionais ou amadores percorrem longas distâncias. Os treinos ocorrem, de forma mais concentrada, nos finais de semana.

São ciclistas que trafegam em rodovias federais e estaduais que não possuem a infraestrutura adequada de proteção a quem é mais vulnerável no trânsito. Faltam ciclofaixas e ciclovias.

Desde os anos 80 já se fez, no antigo DER, um manual para garantir mais segurança aos ciclistas com um plano que nunca saiu do papel.

“Eu diria que o problema não é a loucura das pessoas usarem bicicleta nas rodovias. A loucura é permitir a instalação ou ampliação de uma via com velocidades incompatíveis com a segurança viária, reclama Fabiano Faga Pacheco, diretor da Associação Mobilidade por Bicicletas e Modos Sustentáveis.

Na visão dos ciclistas, o cenário tornou-se mais perigoso ainda com as construções de terceiras faixas nas BRs 101 e 282 onde estavam os acostamentos, retirando o espaço mais seguro aos ciclistas.

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Atualmente é muito arriscado para os ciclistas trafegarem em rodovias de alto fluxo e velocidade. Assume-se um risco elevado.

Em Florianópolis se criou o projeto bacana Via Amiga do Ciclista, para os treinos realizados domingo pela manhã de forma segura na Beira-Mar Norte.

É preciso criar alternativas: rotas que não dependam das BRs e SCs de alto fluxo, vias marginais, ciclovias e ciclofaixas.

E pensar que o projeto de mobilidade para a Grande Florianópolis previa ciclovias ao longo da BR-101 na Grande Florianópolis e de norte ao sul da ilha pelas SCs. Se avançou, mas pouco.

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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