Organizações inovadoras: veja lições aprendidas com o Vale do Silício

A partir de visitas técnicas e, principalmente, em conversas com brasileiros que trabalham nestas organizações, pudemos conhecer práticas comuns e aspectos que chamaram a atenção

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De todos os insights, quatro pontos chamaram a atenção: Bem-Estar, Diversidade e Inclusão, Colaboração e Networking (Foto: Divulgação)

Em maio de 2019, tive a oportunidade de participar de uma missão empresarial aos Estados Unidos, que tinha como objetivo conhecer as práticas de organizações inovadoras. A viagem iniciou em Los Angeles, passou por Palo Alto e finalizou em San Francisco. Visitamos várias empresas de tecnologia, startups e instituições acadêmicas como Riot Games, Universidade da Califórnia, Singularity University, Plug and Play, Universidade de Stanford, Google, Apple, Airbnb, Udacity e Linkedin. 

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A partir de visitas técnicas e, principalmente, em conversas com brasileiros que trabalham nestas organizações, pudemos conhecer algumas práticas comuns e aspectos que chamaram a atenção. De todos os insights, quatro pontos me chamaram a atenção: Bem-Estar, Diversidade e Inclusão, Colaboração e Networking. Todos eles podem e devem ser avaliados pelos negócios brasileiros e temos muito a evoluir olhando para estas frentes.

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A preocupação com o bem-estar dos colaboradores, por exemplo, foi perceptível em todas as visitas. Além de espaços confortáveis e apropriados para a atuação dos profissionais, chamaram a atenção a incorporação de alguns benefícios. Presenciei campanhas e programas de saúde, incentivo a criação de grupos de interesse, apoio aos pais com filhos pequenos, preocupação com alimentação, lazer e suporte a pets. Muito além de uma remuneração atrativa, este e outros diferenciais como a flexibilidade de horário de trabalho e formato híbrido muito antes da pandemia contribuem para o engajamento.

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Outro fator é que a cultura de inovação é maior em empresas mais igualitárias, que investem em diversidade e inclusão. Em negócios inclusivos os profissionais não vêem barreiras para inovar e têm menos medo de errar. Pessoas de origens e culturas diferentes, mecanismos de incentivo a diversidade e inclusão e abordagens para empoderamento foram apresentados durante as visitas como pontos fortes dos negócios.

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O espírito de colaboração também faz parte da rotina de negócios inovadores e de sucesso. Os líderes são preparados para engajarem as pessoas e adotarem o trabalho coletivo, a busca de soluções criativas e comunicação intensa. Muitos comentaram a adoção de práticas ágeis em suas rotinas de trabalho que facilitam o trabalho cooperativo. Além disso há o reconhecimento por parte dos colaboradores sobre a importância desta prática para evolução dos negócios. 

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O último aspecto que é um grande diferencial na cultura de inovação do Vale do Silício é o cultivo ao networking. Construir uma rede de contatos para trocar experiências e informações e potencializar oportunidades através destes relacionamentos é algo comum entre os profissionais. As pessoas levam muito a sério esta característica. 

Vários brasileiros comentaram a importância da participação em redes sociais profissionais, a busca pela ajuda mútua e a constante participação em eventos de negócios. A demonstração clara e transparente do fomento ao relacionamento é algo muito considerado na evolução profissional. Não basta a troca de cartões, mas sim a proatividade no relacionamento quando o mesmo foi iniciado. 

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A notícia boa é que muitas destas iniciativas percebidas lá fora estão cada vez mais presentes por aqui. As organizações brasileiras estão se estruturando para acolher cada vez mais e melhor as gerações novas de profissionais que já reconhecem e valorizam estes aspectos naturalmente. Cabe a todos nós – mercado, academia, governo e sociedade de forma geral – praticar tudo isso no meio profissional, mas principalmente na vida pessoal. Inovação se faz com atitudes! 

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Everaldo Artur Grahl
Presidente da Fundação Fritz Müller, graduado em Ciência da Computação, Mestre em Engenharia de Produção, professor universitário há 30 anos na FURB e diretor de Inovação na ACIB – Associação Empresarial de Blumenau.

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