Vamos falar sobre sexo? Sexcare e a redescoberta do prazer é tema do podcast “As minas sem filtro”

Com a participação da sexóloga Gabriela Dias, podcast trata de prazer feminino e autocuidado

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Fernanda Cunha, Larissa Guerra e Duda Dalponte receberam a sexóloga Gabriela Dias no segundo ep do podcast (Foto: Freepik)

Durante a pandemia, muitos setores da economia enfrentaram grandes dificuldades e prejuízos, mas esse não foi o caso do mercado de sex toys: os produtos eróticos movimentaram cerca de R$ 2 bilhões no Brasil em 2020, e a estimativa é que o segmento continue crescendo em torno de 5% ao ano até 2027, como mostram dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). Mas o que explica esse cenário?

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Para muitas pessoas, o isolamento social disparou a curiosidade de encontrar “brinquedos” para apimentar a relação, no caso de quem está em um relacionamento, mas também para se descobrir sozinho, no caso dos solteiros. Esse é o papo da vez no podcast As Minas Sem Filtro, comandado pelo time de comunicadoras formado por Fernanda Cunha, da ATL Floripa, Larissa Guerra, da ATL Blumenau, e Duda Dalponte, apresentadora do Globo Esporte em Santa Catarina.

No segundo episódio, a conversa sobre prazer feminino e sexcare é com a sexóloga e palestrante Gabriela Dias. Enfermeira especializada em obstetrícia, Gabriela já fez mais de 500 partos e brinca que “de vagina eu entendo, já vi de todas as cores, tamanhos e formas”. 

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Confira o segundo episódio do podcast na íntegra:

— O tema da sexualidade foi entrando na minha vida tanto pelo meu próprio interesse quanto pela procura das pessoas, que tinham dúvidas, questionamentos, e vinham falar comigo… Eu comecei a ver a ausência desse assunto no meio feminino. Parece que as coisas foram puxando: todo mundo que tinha esse assunto pendente vinha até mim. Depois, trabalhando com palestras, eu ia falar sobre qualidade de vida e, quando chegava no assunto sexo, a palestra parava e a conversa ficava só nisso. Aí entrei de cabeça nesse universo — comenta Gabriela.

Sexcare, o que é isso?

Que a sexualidade feminina foi – e, em muitos sentidos, continua sendo – um tabu não é novidade para ninguém. No entanto, os últimos anos vêm mostrando uma revolução: cada vez mais o prazer feminino está em pauta na mídia, na academia e nas conversas entre amigas. Compartilhar desejos, medos, frustrações, dúvidas e experiências (boas ou ruins) já é uma forma de transformar esse assunto tão temido em algo que é natural e faz parte do dia a dia das mulheres.

Sexcare” é um dos termos que surgem com a onda de avanços no debate sobre sexualidade feminina e bem-estar íntimo.

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— Esse conceito avançou muito durante a pandemia partindo do pressuposto de que, se você faz seu skincare, cuida da pele, cuida do cabelo, por que não cuidar também da sexualidade? É claro que, nessa esteira, tem também um mercado que vem crescendo muito, o segmento dos sex toys. Esse mercado é imenso, com produtos de todos os tipos e para todos os gostos — diz Larissa.

Para a sexóloga, a expansão do conceito de sexcare e o crescimento no mercado de produtos eróticos – desde vibradores até itens como velas que deixam o ambiente na penumbra – são um reflexo de uma mudança na mentalidade das pessoas, especialmente das mulheres.

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Educação sexual

Embora sexualidade seja um assunto que muitas pessoas tratam com excesso de cautela independentemente do gênero, quando um adolescente do sexo masculino começa a mostrar interesses e um despertar sexual, ele é incentivado; no caso das meninas, a resposta, muitas, vezes, é bem diferente: elas são podadas desde cedo para que não transpareçam ter desejos e vontades, e isso se reflete na vida sexual futura.

— Muitas vezes, pode ser difícil para as mulheres entenderem que sexualidade é uma prática, é atividade, é diálogo. E outro aspecto que também pesa para nós, mulheres, é o quanto a sexualidade tem uma imagem deturpada pela indústria pornográfica, que entende a transa como só penetração e coloca mulheres até mesmo em situações em que estão sofrendo violência — destaca Larissa.

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Como ressalta Gabriela, o autoconhecimento é uma etapa fundamental para encontrar (ou reencontrar) o prazer sexual. Observar o próprio corpo, entender como ele funciona e “conhecer cada buraquinho e para que ele serve” é o que dá autonomia à mulher, para que ela saiba onde gosta de ser tocada e, da mesma forma, onde não gosta e não quer.

— Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a sexualidade como um dos pilares para a qualidade de vida. A vida sexual está ao lado do trabalho, do lazer e da família. E não é só a vida sexual. A sexualidade, como conceito, é a forma como eu me comunico. Como está a minha sexualidade se eu não consigo nem falar sobre o assunto? — questiona a sexóloga.

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Curtiu o tema e quer conferir toda a conversa? Ouça agora o segundo episódio do podcast “As Minas Sem Filtro”.

Parte integrante do projeto Dona de Si, promovido pela NSC para celebrar o mês das mulheres, o podcast traz, toda semana, debates atuais, críticas, opiniões e boa conversa entre comunicadoras. O conteúdo fica disponível para ser ouvido nas plataformas digitais e também em vídeo, no canal de YouTube da NSC Total.

O podcast “As Minas Sem Filtro” conta com o apoio da Unesc.

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Ouça todos os episódios:

Episódio 1 – A melhor idade é qualquer idade

Episódio 2 – Sexcare e a redescoberta do prazer

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Episódio 3 – Lugar de mulher é onde ela quiser

Episódio 4 – Donas da própria carreira

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