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As minas sem filtro

Vamos falar sobre sexo? Sexcare e a redescoberta do prazer é tema do podcast “As minas sem filtro”

Com a participação da sexóloga Gabriela Dias, podcast trata de prazer feminino e autocuidado

25/03/2022 - 13h44 - Atualizada em: 11/04/2022 - 10h01

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Estúdio
Por Estúdio NSC
sexcare feminino
Fernanda Cunha, Larissa Guerra e Duda Dalponte receberam a sexóloga Gabriela Dias no segundo ep do podcast
(Foto: )

Durante a pandemia, muitos setores da economia enfrentaram grandes dificuldades e prejuízos, mas esse não foi o caso do mercado de sex toys: os produtos eróticos movimentaram cerca de R$ 2 bilhões no Brasil em 2020, e a estimativa é que o segmento continue crescendo em torno de 5% ao ano até 2027, como mostram dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme). Mas o que explica esse cenário?

Para muitas pessoas, o isolamento social disparou a curiosidade de encontrar “brinquedos” para apimentar a relação, no caso de quem está em um relacionamento, mas também para se descobrir sozinho, no caso dos solteiros. Esse é o papo da vez no podcast As Minas Sem Filtro, comandado pelo time de comunicadoras formado por Fernanda Cunha, da ATL Floripa, Larissa Guerra, da ATL Blumenau, e Duda Dalponte, apresentadora do Globo Esporte em Santa Catarina.

No segundo episódio, a conversa sobre prazer feminino e sexcare é com a sexóloga e palestrante Gabriela Dias. Enfermeira especializada em obstetrícia, Gabriela já fez mais de 500 partos e brinca que “de vagina eu entendo, já vi de todas as cores, tamanhos e formas”. 

Confira o segundo episódio do podcast na íntegra:

— O tema da sexualidade foi entrando na minha vida tanto pelo meu próprio interesse quanto pela procura das pessoas, que tinham dúvidas, questionamentos, e vinham falar comigo… Eu comecei a ver a ausência desse assunto no meio feminino. Parece que as coisas foram puxando: todo mundo que tinha esse assunto pendente vinha até mim. Depois, trabalhando com palestras, eu ia falar sobre qualidade de vida e, quando chegava no assunto sexo, a palestra parava e a conversa ficava só nisso. Aí entrei de cabeça nesse universo — comenta Gabriela.

Sexcare, o que é isso?

Que a sexualidade feminina foi – e, em muitos sentidos, continua sendo – um tabu não é novidade para ninguém. No entanto, os últimos anos vêm mostrando uma revolução: cada vez mais o prazer feminino está em pauta na mídia, na academia e nas conversas entre amigas. Compartilhar desejos, medos, frustrações, dúvidas e experiências (boas ou ruins) já é uma forma de transformar esse assunto tão temido em algo que é natural e faz parte do dia a dia das mulheres.

Sexcare” é um dos termos que surgem com a onda de avanços no debate sobre sexualidade feminina e bem-estar íntimo.

— Esse conceito avançou muito durante a pandemia partindo do pressuposto de que, se você faz seu skincare, cuida da pele, cuida do cabelo, por que não cuidar também da sexualidade? É claro que, nessa esteira, tem também um mercado que vem crescendo muito, o segmento dos sex toys. Esse mercado é imenso, com produtos de todos os tipos e para todos os gostos — diz Larissa.

Para a sexóloga, a expansão do conceito de sexcare e o crescimento no mercado de produtos eróticos – desde vibradores até itens como velas que deixam o ambiente na penumbra – são um reflexo de uma mudança na mentalidade das pessoas, especialmente das mulheres.

Educação sexual

Embora sexualidade seja um assunto que muitas pessoas tratam com excesso de cautela independentemente do gênero, quando um adolescente do sexo masculino começa a mostrar interesses e um despertar sexual, ele é incentivado; no caso das meninas, a resposta, muitas, vezes, é bem diferente: elas são podadas desde cedo para que não transpareçam ter desejos e vontades, e isso se reflete na vida sexual futura.

— Muitas vezes, pode ser difícil para as mulheres entenderem que sexualidade é uma prática, é atividade, é diálogo. E outro aspecto que também pesa para nós, mulheres, é o quanto a sexualidade tem uma imagem deturpada pela indústria pornográfica, que entende a transa como só penetração e coloca mulheres até mesmo em situações em que estão sofrendo violência — destaca Larissa.

Como ressalta Gabriela, o autoconhecimento é uma etapa fundamental para encontrar (ou reencontrar) o prazer sexual. Observar o próprio corpo, entender como ele funciona e “conhecer cada buraquinho e para que ele serve” é o que dá autonomia à mulher, para que ela saiba onde gosta de ser tocada e, da mesma forma, onde não gosta e não quer.

— Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a sexualidade como um dos pilares para a qualidade de vida. A vida sexual está ao lado do trabalho, do lazer e da família. E não é só a vida sexual. A sexualidade, como conceito, é a forma como eu me comunico. Como está a minha sexualidade se eu não consigo nem falar sobre o assunto? — questiona a sexóloga.

Curtiu o tema e quer conferir toda a conversa? Ouça agora o segundo episódio do podcast “As Minas Sem Filtro”.

Parte integrante do projeto Dona de Si, promovido pela NSC para celebrar o mês das mulheres, o podcast traz, toda semana, debates atuais, críticas, opiniões e boa conversa entre comunicadoras. O conteúdo fica disponível para ser ouvido nas plataformas digitais e também em vídeo, no canal de YouTube da NSC Total.

O podcast “As Minas Sem Filtro” conta com o apoio da Unesc.

Ouça todos os episódios:

Episódio 1 - A melhor idade é qualquer idade

Episódio 2 - Sexcare e a redescoberta do prazer

Episódio 3 - Lugar de mulher é onde ela quiser

Episódio 4 - Donas da própria carreira

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