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3 motivos pelos quais o planejamento financeiro faz bem para o bolso

Cenário econômico reforça a necessidade de ter as finanças em dia

26/05/2022 - 14h39

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Financeiro
Preparar o bolso e a mente é fundamental
(Foto: )

Perda do poder de compra, desemprego e crédito mais caro são apenas algumas das dificuldades econômicas enfrentadas pelos brasileiros no momento. Com isso, o endividamento e a inadimplência voltaram a bater recordes no Brasil. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento está no maior patamar da série da pesquisa, iniciada em janeiro de 2020.

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77,7% das famílias disseram ter dívidas no mês passado, contra 77,5% em março e 67,5% em abril de 2021. Os indicadores de inadimplência também tiveram piora, com 28,6% dos endividados com atraso para a quitação dos débitos, contra 27,8% de março e 24,2% de abril do ano passado.

Esse cenário reforça a importância da educação financeira, tendo em vista que o brasileiro deve continuar a vivenciar um período de taxa de desocupação elevada, assim como a inflação pressionando preços.

Onde o planejamento financeiro entra para ajudar? Confira três motivos para ter as finanças em dia e, se possível, contar com ajuda de um profissional capacitado para auxílio na hora de chegar às metas definidas.

1. Saber o que está pagando no curto, médio e longo prazo

O “buy now, pay later” que virou moda na Europa na pandemia é velho conhecido do brasileiro, que costuma parcelar em diversas vezes os produtos em cartão de crédito, crediário, entre outros. O problema ocorre quando, por algum imprevisto, o pagamento não pode ser efetuado.

Com as altas taxas de juros brasileiras – e que subiram ainda mais após elevação da taxa de juros básica da economia, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – a bola de neve leva o consumidor a descer a ladeira. As taxas do rotativo do cartão de crédito para pessoa física podem chegar a 1.068,09% ao ano, segundo consulta feita no portal do Banco Central do Brasil. As taxas podem ser consultadas por ordem aqui.

Levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostra que os pagamentos com cartões de crédito cresceram 42,4% no primeiro trimestre do ano, quando comparados ao período de janeiro a março de 2021. Segundo a pesquisa, o brasileiro movimentou R$ 478,5 bilhões em pagamentos com cartões de crédito nos três primeiros meses do ano.

Além disso, a inadimplência dos usuários de cartão de crédito cresceu e chegou a 5,8% em fevereiro. Saber o que se paga é uma das principais orientações de planejadores financeiros, assim como pagar dívidas que tragam maiores problemas, como judicialização e leilões, ou que sejam mais caras, como as do rotativo do cartão de crédito.

2. Quando define “mini metas”, um sonho fica cada vez mais próximo

Quando a pessoa está endividada, é difícil ver uma luz no fim do túnel. No entanto, com ajuda de um profissional, ao estabelecer metas realistas a curto prazo, de forma organizada, é possível vencer essa dificuldade sem que o problema continue por anos.

O planejamento financeiro vai auxiliar na elaboração de um orçamento, definição de metas, estabelecer rotinas e avaliar os resultados em períodos de tempo. É claro que quem possui renda menor tem os gastos mais apertados, principalmente com inflação em dois dígitos e que pressiona itens necessários, como alimentação, moradia e energia.

Para quem ganha R$ 2500, pode não ser possível guardar R$500 todo mês e viajar todo ano, mas e guardar R$ 150 e viajar a cada dois anos? Escolher um local mais próximo, com uma passagem em promoção? Quando as finanças entram em sinergia com seus sonhos, é possível ver que não é preciso abrir mão de tudo – nem do cafezinho.

3. Não é possível saber ao certo qual a hora do aperto, da retração dos mercados... Por isso, preparar o bolso e a mente é fundamental

O número de desempregados somou 11,9 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano, com menos 472 mil pessoas no mercado de trabalho, levando a uma taxa de desocupação de 11,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ninguém quer que isso aconteça, mas não é possível saber com antecedência quando vamos ficar sem emprego.

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Além disso, as bolsas de valores também têm sofrido nas últimas semanas. O Ibovespa chegou a 110.639 pontos no fechamento desta quarta (25), retomando ao patamar que estava no final de janeiro. O americano S&P 500 terminou o dia em 3.978,73 pontos, bem abaixo de como estava no início do ano, quando atingiu 4.818,62 pontos no dia 4 de janeiro.

A verdade é que nem quem possui recursos investidos possui certeza absoluta daquele valor, que oscila conforme o humor do mercado. Guerra na Ucrânia, crise de commodities, inflação mundial galopante, tudo isso afeta a economia brasileira e mundo afora. Como nunca se sabe o dia de amanhã, o que podemos fazer é estar preparado para ele — e isso começa pela construção de uma reserva de emergência.

Esse primeiro passo, o de construir uma reserva, é também o primeiro passo para quem quer investir com sabedoria, foco no longo prazo e tranquilidade. E, para isso, a Warren e o seu time de especialistas estão à sua disposição. Clique aqui e saiba mais sobre a Warren.

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