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Fora do prazo

"Alargamento de Canasvieiras ficará pronto até 15 de janeiro", promete secretário

Prefeitura de Florianópolis reconheceu nesta segunda que obra não será concluída antes do início da temporada

03/12/2019 - 10h44 - Atualizada em: 03/12/2019 - 10h59

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Por Guilherme Simon
obra canasvieiras
Obra de alargamento da faixa de areia da praia de Canasvieiras no começo de novembro
(Foto: )

O secretário de Infraestrutura de Florianópolis, Valter Gallina, afirmou nesta terça-feira (3) que a obra de alargamento da faixa de areia da praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha, ficará pronta até o fim da primeira quinzena de janeiro.

A nova promessa de entrega foi feita após a prefeitura reconhecer, nesta segunda (2), que não será possível concluir a obra no prazo inicialmente estabelecido, que era 22 de dezembro, antes do início da alta temporada.

De acordo com a prefeitura, um acidente com a máquina que faz a dragagem da areia para o alargamento da faixa motivou o atraso. O equipamento, uma Draga Elbe, sofreu um rompimento no casco no último domingo (1º) e foi levado ao Rio de Janeiro para reparo.

Segundo o secretário Valter Gallina, a draga deixou a Capital catarinense na madrugada de segunda-feira (2). Ele calcula que a máquina chegará ao destino até esta quarta e que o conserto dure de três a quatro dias. A expectativa é que a draga retorne a Florianópolis na semana que vem, quando os trabalhos serão retomados em Canasvieiras.

— Precisamos ver como vão ficar os trabalhos quando a máquina retornar. Sabemos que não será possível trabalhar nos dias 24, 25 e 31 de dezembro, e também no dia 1º, que são dias de forte movimentação. A intenção é deixar pronta (a obra) na primeira quinzena de janeiro. Mas vamos tentar entregar ainda este ano — comentou o secretário.

Gallina também sustentou que o acidente com a draga é algo incomum em máquinas do tipo.

— O casco rompeu devido ao impacto numa pedra. Foi um acidente, algo que pode acontecer, mas que é incomum, pois é um equipamento moderno, com sensores — disse.

draga
Draga que operava em Canasvieiras até domingo, quando rompeu o casco e precisou ser levada ao RJ para reparo
(Foto: )

Plano para diminuir impacto aos usuários

Com a impossibilidade de entregar a obra antes da alta temporada, a prefeitura e a empresa responsável pelo alargamento planejam mudanças na operação para diminuir o impacto para os usuários.

Conforme o secretário de Infraestrutura, uma delas será na área bloqueada na praia nos pontos onde o alargamento é realizado. Antes interrompido em 300 metros, o local passará a ser fechado apenas em 100 metros.

Também serão feitos dois pontos de passagem pelos locais que estiverem interrompidos, para que as pessoas possam transitar de um lado a outro da praia. Outra medida adotada foi levar as tubulações que transportam a areia até a beira para mais perto da jazida, a fim de agilizar o processo.

Histórico de atrasos e problemas

O trabalho de alargamento da praia de Canasvieiras iniciou, de fato, no dia 4 de outubro, mais de duas semanas depois do esperado, quando a primeira draga começou a operar no local. A máquina retira a areia de uma jazia no fundo do mar e a leva até a costa.

Com apenas 16% do alargamento concluído a 45 dias do prazo estabelecido, a prefeitura solicitou à empresa responsável pela obra a utilização de uma nova draga, com mais capacidade. O equipamento entrou em operação no dia 17 de novembro, e a intenção era que as duas máquinas trabalhassem juntas para cumprir o prazo prometido.

No entanto, de acordo com o secretário Gallina, as duas dragas operaram juntas por não mais que três dias, porque foi constatado que não era possível conciliar o trabalho com ambas.

— Elas se chocavam por questões de horário. A pequena estava atrapalhando mais que ajudando, então decidimos manter apenas a maior — explicou Gallina.

Por fim, o último imprevisto: menos de 15 dias depois de entrar em operação, a draga mantida sofreu um acidente no casco e os trabalhos foram interrompidos.

Sobre a obra

O projeto prevê um acréscimo de 50 metros de areia em uma extensão de 2,4 km da faixa, no trecho que vai de Canajurê até o trapiche. A intenção da prefeitura é que, depois de estabilizado, o tamanho da orla fica entre 30 e 35 metros – atualmente a profundidade é de 10 metros. O investimento é de R$ 10,5 milhões.

O alargamento é feito com areia retirada de uma jazida no fundo do mar, localizada a cerca de 1 km da costa. A estimativa é que, no total, serão utilizados 350 mil metros cúbicos de areia para concluir a operação.

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