Três homens morreram em ações da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar de São Paulo, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, após denúncias que os relacionavam ao atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Cristina, morta em 2008, aos 15 anos, em um dos casos criminais mais conhecidos do país. As ocorrências foram registradas na capital paulista e em Peruíbe, no litoral de São Paulo.

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O policial foi baleado na cabeça no último dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, quando estava à paisana em uma motocicleta. Desde então, a Polícia Militar passou a receber denúncias anônimas sobre possíveis envolvidos no ataque.

Embora os três casos tenham sido motivados por denúncias que relacionavam os homens ao atentado, apenas um deles é apontado pela investigação como suspeito de participação no crime. Nos outros dois episódios, a própria Polícia Militar informou que não há elementos que os vinculem ao ataque contra o tenente.

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Primeiro caso ocorreu dois dias após o atentado

A primeira morte foi registrada na madrugada de 29 de junho, na região da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, zona Leste de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, equipes da Rota receberam uma denúncia indicando que um dos envolvidos no atentado estaria no local. Durante a abordagem, ainda conforme a versão da corporação, o homem estava armado, reagiu e houve troca de tiros. Ele morreu no local.

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Em nota assinada pelo major PM Veiga, a Rota informou que, devido ao confronto, a denúncia não chegou a ser averiguada e que não há elementos que relacionem o homem morto aos autores da tentativa de homicídio contra o tenente.

Segundo suspeito morreu após confronto na zona Leste

Na manhã de 1º de julho, outra denúncia levou policiais até a região de Guaianases, também na zona Leste de São Paulo. Segundo a corporação, o homem teria reagido à abordagem, atirado contra os policiais e acabou baleado. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital.

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Na ocasião, o capitão da Rota, Hillen Diniz, afirmou que o suspeito teria possivelmente uma participação indireta no atentado.

— Hoje, pela manhã, houve uma ocorrência de confronto com os policiais da Rota após a chegada de uma denúncia para a gente de que o indivíduo possivelmente teria uma participação indireta na ação — disse.

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Apesar da declaração, a Polícia Militar informou posteriormente que não atribui ao homem morto a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra Ronickson Pimentel. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação.

Investigação aponta terceiro morto como participante do atentado

O terceiro caso ocorreu na noite de 2 de julho, em Peruíbe, no litoral paulista. Segundo a investigação, o homem é suspeito de participação no atentado contra o tenente. A polícia também o aponta como integrante de uma organização criminosa.

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De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Rota identificaram o carro usado pelo homem durante buscas na região. Ao perceber a aproximação dos policiais, ele teria fugido, dando início a uma perseguição que terminou na Rua Cuiabá.

Ainda conforme a versão da polícia, houve troca de tiros durante a tentativa de abordagem. O suspeito foi baleado, levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

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No local, a perícia encontrou quatro estojos de munição próximos ao veículo e realizou exames periciais, além de testes residuográficos nos envolvidos.

Polícia procura suspeito apontado como autor dos disparos

Enquanto investiga a participação dos demais envolvidos, a Secretaria da Segurança Pública oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos.

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Conhecido pelos apelidos de “Golias” e “Peruca”, ele é apontado pela investigação como o homem que estava na garupa da motocicleta e efetuou os disparos contra o tenente.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária do suspeito por 30 dias e autorizou buscas em endereços ligados a ele, além da quebra dos sigilos telefônico e telemático. Segundo a investigação, o atentado teria sido executado por uma organização criminosa que monitorou os deslocamentos do policial antes do ataque.

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PM anunciou recompensa de R$ 50 mil por informações do paradeiro de suspeito (Foto: PMSP, Divulgação)

Estado de saúde de Ronickson

Ronickson Pimentel segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo o boletim médico mais recente, divulgado no domingo (5), o policial passou pela troca programada do dreno intracraniano, procedimento que ocorreu sem complicações.

No sábado (4), o tenente apresentou uma alteração neurológica transitória, mas o quadro foi revertido espontaneamente após exames descartarem novas lesões. A previsão da equipe médica é iniciar, a partir desta segunda-feira, a redução gradual da sedação, procedimento que será precedido por uma traqueostomia para proteção das vias aéreas.

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O vínculo com o caso Eloá

Ronickson é irmão mais velho de Eloá cristina, morta aos 15 anos após ser mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Alves em Santo André, em 2008. O caso se tornou um dos episódios criminais mais conhecidos do país.

Na época do julgamento do caso, Ronickson prestou um depoimento que durou cerca de uma hora no Tribunal do Júri no Fórum de Santo André, no ABC. Na época, ele disse que Lindemberg “era um monstro”.

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Por diversas vezes ao longo de sua fala, Ronickson encarou o réu, que abaixou a cabeça sem esboçar reação.

— Ele era agressivo, sempre arrumava brigas por futebol — disse na época, segundo o g1.

Lindemberg Alves acabou condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.

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O ataque em São Caetano

O crime ocorreu no dia 27 de junho, na Avenida Goiás, um dos principais corredores da cidade. Segundo a Polícia Militar, Ronickson foi atingido por disparos efetuados por dois homens em uma motocicleta, que fugiram após a ação.

Imagens de câmera de segurança registraram o momento da ação, que está sob investigação. Nas imagens, é possível ver que o policial estava à paisana em uma motocicleta e parou no semáforo.

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