nsc
hora_de_sc

Saúde

Doença rara matou Mabel Calzolari aos 21 anos: entenda a aracnoidite torácica

Inflamação pode estar relacionada à anestesia raquidiana que a atriz Mabel Calzolari recebeu durante o parto do primeiro filho

23/06/2021 - 07h27 - Atualizada em: 23/06/2021 - 07h50

Compartilhe

Metrópoles
Por Metrópoles
Mabel Calzolari e o filho
Mabel Calzolari afirmou ser o segundo caso de aracnoidite pós-raque no Brasil
(Foto: )

A atriz Mabel Calzolari morreu nesta terça (22) aos 21 anos. A jovem lutava contra uma doença rara na medula espinhal, a aracnoidite torácica, descoberta em 2019 logo depois de dar à luz ao único filho. A doença provoca a formação de cistos na medula espinhal e se manifesta com sintomas como dor incapacitante nas costas, fraqueza muscular, falta de sensibilidade no corpo ou formigamento de pés e braços.

> Receba notícias de Santa Catarina por WhatsApp

A aracnoidite torácica é uma inflamação na medula, que pode ter várias causas. No caso de Mabel, a suspeita é de que o problema tenha sido provocado pela anestesia raquidiana que a atriz recebeu durante o parto do filho.

A neurologista Thaís Augusta Martins, coordenadora da Neurologia do Hospital Santa Lúcia, explica que a aracnoidite é uma condição muito rara e grave. “A anestesia oferece um risco muito pequeno, e os casos de aracnoidite torácica são raríssimos, mas Mabel pode sim ter tido uma reação inflamatória ao anestésico administrado”, explica a médica.

O quadro de aracnoidite torácica, caso não seja controlado, pode levar à paraplegia e, em alguns casos, até a morte. Em entrevista à revista Quem, em janeiro de 2020, logo após passar por uma cirurgia para controlar a doença, Mabel afirmou que o quadro estava sendo investigado nos Estados Unidos.

No caso da atriz, ela chegou a relatar que a dor nas costas era tão forte que parecia a dor do parto. “Era uma dor insuportável, como se estivesse parindo pelas costas. Fiquei com essa dor uma semana, com dificuldade para respirar, doía muito. Quando deitava dava um aliviada, então ficava mais deitada”, afirmou à revista Quem.

* Por Érica Montenegro Bethânia Nunes

Leia mais em Metrópoles, parceiro do NSC Total

Leia também

Recorde de frio em SC: confira as menores temperaturas registradas na história

Conheça os 16 animais mais estranhos e raros vistos em SC

Caso Evandro: o que aconteceu e as teorias do crime da série na Globoplay

O que são as variantes do coronavírus e como elas impactam Santa Catarina

Neve em Santa Catarina: saiba em quais cidades é possível ver o fenômeno

Colunistas