Lanterninha, operador de telégrafo, montador de fliperama… esses são alguns exemplos de profissões que deixaram de existir com o passar dos anos. Muitas delas foral suplantadas pelos avanços tecnológicos. A tecnologia pode ser uma grande aliada dos profissionais, mas também pode desempenhar o papel de vilã, acabando com algumas funções. Em 2020, pudemos acompanhar alguns desses avanços em uma velocidade nunca vivenciada por nós antes.
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A pandemia do novo coronavírus acelerou o surgimento de algumas tecnologias e ampliou o uso de outras que já existiam, antecipando a criação de novas funções e postos de trabalho nas organizações e aumentando a demanda por profissões em determinados setores, como as áreas de saúde e de tecnologia.
– Na mesma velocidade em que diversas empresas tiveram que se adaptar e ajustar os processos, indispensáveis pela tecnologia, há carreiras que, na contramão, não param de crescer, justamente, por precisarem de habilidades comportamentais. Ou seja, ocupações que o computador, a máquina e o software não conseguem acompanhar – explica o professor e coordenador dos cursos de Administração, Processos Gerenciais e RH da EAD Unicesumar, Luciano Santana Pereira.
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O especialista aponta, ainda, que além das profissões ligadas às áreas da saúde, outro nicho que deve se manter latente são os negócios com foco em relacionamento, liderança e comunicação.
– Mesmo nas áreas tecnológicas, o contato entre as pessoas continuará sendo necessário, visto que há quem trabalhe com desenvolvimento e soluções com foco na experiência do usuário, bem como na resolução de problemas. Já na outra vertente, temos o contato mais humano, não mecanizado, que tem como base o acolhimento ao cliente em clínicas de saúde, terapeutas, dentistas e os demais setores que exigem apoio emocional – avalia Luciano.
Automatização facilita o processo, mas não substitui as pessoas
Considerando esse avanço da automatização, o coordenador da Unicesumar destaca algumas profissões que não serão “trocadas por robôs” atuações: na área da saúde, (médico, enfermeiro, dentista, fonoaudiólogo, gerontologista, nutricionista e psicólogo e terapeutas); nas ciências da educação, (pedagogia e psicopedagogia); nas ciências sociais aplicadas (arquiteto e urbanista, designer e profissional de comunicação); nas ciências jurídicas (advogado e juiz); ciências tecnológicas (cientista de dados, desenvolvedor de software, especialista em experiência do usuário). Enfim, esses são alguns exemplos de profissionais que precisarão se adequar às tecnologias, mas não correm o risco de se extinguirem – pelo menos não nas próximas décadas.
A inteligência artificial não substitui os seres humanos em tarefas que exigem tomada de decisão, empatia, reflexão, criatividade, liderança, comunicação e inteligência humana e emocional.
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Profissionais que lidam com outras pessoas atuam sobre o imprevisível e precisam agir em tomadas de decisões, por isso, além do conhecimento técnico, muitos setores necessitam de profissionais com pensamento subjetivo. O coordenador da Unicesumar destaca, ainda que outras áreas, como a Gestão de Recursos Humanos e a Pedagogia, por exemplo, exigem criatividade, resiliência, relacionamento interpessoal e o senso crítico afinado, habilidades e conflitos que a máquina não consegue reproduzir, assim como questões que necessitam de tomada de decisão e liderança.
– Eu posso ter um robô na linha de produção da minha empresa, mas ele não vai decidir quando preciso reformar o galpão. Esse tipo de decisão ele não aplica – exemplifica Luciano Santana Pereira.
Nesse sentido, Luciano destaca cinco profissões que não deixarão de existir por conta das máquinas:
1. Gerontologista
A crescente expectativa de vida dos brasileiros e a busca por mais autonomia e qualidade de vida são fatores que impulsionam a demanda por profissionais da Gerontogia. O mercado de trabalho é amplo, e os gerontologistas podem atuar em hospitais, clínicas especializadas, ONGs, clubes e associações de natureza diversa, órgãos de assistência social, instituições de longa permanência, além de realizarem atendimentos individuais em domicílio.
2. Pedagogo
Em 2020, tivemos exemplos da importância dos pedagogos para a educação de crianças, de jovens e de adultos. A migração às pressas para o ensino a distância exigiu criatividade, resiliência, domínio rápido de novas tecnologias e capacidade de agir sob pressão. Além da sala de aula, os pedagogos podem desempenhar outras funções escolares e trabalhar, também, em como consultores em empresas, como editoras, cursos de idiomas etc.
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3. Psicólogo
Segundo o GetNinjas – maior site de contratação do Brasil – a busca por psicólogos ou terapeutas aumentou 400% durante a pandemia. Além de todos os problemas físicos causados pelo coronavírus, é possível dizer que ele atingiu, também, a saúde mental até de quem não foi contaminado. Por ser uma profissão que lida diretamente com aspectos emocionais e subjetivos do cidadão, que tem como pré-requisito a empatia, nenhuma máquina será capaz de substituir um psicólogo.
4. Cientista de dados
Atualmente, os dados de uma empresa são – além dos recursos humanos – sua principal riqueza. Eles devem ser coletados, armazenados e interpretados de maneira a permitir a melhoria dos processos. Por isso, o cientista de dados é fundamental, pois é ele quem determina quais dados devem ser coletados, que analisa esses dados e os transforma em informações que servirão para embasar tomadas de decisão em uma empresa.
5. Gestor de pessoas
É o profissional que atua, quase exclusivamente, na criação de estratégias que envolvem produtividade e, por consequência, motivação dos funcionários. Desse modo, o trabalho o gestor de pessoas influencia nos resultados das empresas. Esse profissional deve ter autoconhecimento, ser proativo, comunicar-se assertivamente, saber delegar funções, resolver conflitos e gerenciar crises, mantendo a equipe unida.
Pioneira em ensino a distância, a Unicesumar é uma das quatro maiores universidades do país. Seus cursos (EAD ou híbridos) são estruturados para garantir formação completa, unindo teoria e prática, preparando os alunos para fazerem a diferença no mercado de trabalho. Acesse o site da instituição para saber mais.
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