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    Dia da Consciência Negra

    Ataques a vereadora motivam protesto contra racismo no Centro de Joinville

    Além do caso de Ana Lúcia Martins, outros crimes de ódio foram lembrados pelos manifestantes

    20/11/2020 - 20h53 - Atualizada em: 20/11/2020 - 20h56

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra homem discursando em frente à bandeira da praça da bandeira
    Protesto contra os ataques racistas ocorreu na Praça da Bandeira, no Centro de Joinville
    (Foto: )

    Os ataques e ameaças sofridos pela professora aposentada Ana Lúcia Martins, primeira mulher negra eleita em Joinville, levaram pelo menos 400 pessoas para a Praça da Bandeira, no Centro, na noite desta sexta-feira (20). Representantes de movimentos sociais e artistas discursaram contra os atos de racismo sofridos por ela após a confirmação de sua eleição, no último domingo, e os outros casos que ocorreram recentamente na cidade e no resto do Brasil.

    > Entenda o caso: Vereadora eleita Ana Lúcia Martins sofre ataques e ameaças de morte

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    Ana Lúcia, que é vereadora eleita pelo PT, já havia sofrido xingamentos e ataques desde domingo (15), mas, na quarta-feira (18), registrou boletim de ocorrência após receber duas ameaças de morte em comentários nas redes sociais. Além disso, somente nos últimos dez dias, eventos online do Instituto Federal Catarinense (IFC) foram invadidos e vídeos e áudios racistas e ofensivos foram veiculados. No sábado (14), um professor de Joinville participava de uma conferência da Unesco sobre bailarinos negros, e ela foi invadida com ataques semelhantes. 

    O caso de João Alberto Freitas, que foi assassinado por seguranças em Porto Alegre, também foi lembrado pelos manifestantes. O protesto foi marcado pelo fato de 20 de novembro ser o Dia da Consciência Negra no Brasil.

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