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CRIANÇAS E BEBÊS

Bactéria multirresistente é identificada em UTI infantil e neonatal lotada de SC

Para a médica do hospital, é provável que a causa das infecções seja a superlotação

19/05/2022 - 17h21 - Atualizada em: 19/05/2022 - 20h03

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Gabriela
Por Gabriela Ferrarez
UTI para crianças e bebês do hospital possui 12 vagas, todas ocupadas
UTI para crianças e bebês do hospital possui 12 vagas, todas ocupadas
(Foto: )

Uma bactéria multirresistente foi identificada em quatro pacientes que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Infantil e Neonatal do Hospital São Franscico, em Concórdia, no Oeste Catarinense. A notícia foi comunicada em um boletim divulgado nesta quinta-feira (19) pela instituição. 

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> UTI com bactéria multirresistente em SC não pode receber novos pacientes, decide Saúde

A unidade de tratamento intensivo para crianças e bebês do hospital possui 12 vagas, todas ocupadas. Em nota, a Secretaria de Saúde de Santa Catarina (Ses) afirmou que uma medida cautelar da Vigilância Sanitária do município suspendeu temporariamente "novas admissões nas UTI Neonatal e Pediátrica até que fossem retomados os padrões de qualidade de atendimento com segurança".

De acordo com o Painel de Leitos da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, o Estado possui três leitos pediátricos livres, que ficam na Grande Florianópolis e Vale do Itajaí, e oito leitos de UTI neonatal, localizados na Região Norte. 

Em nota, o Hospital São Franscisco disse que atende toda a região e recebe pelo Samu pacientes de cidades vizinhas, "o que favorece a sobrecarga". O comunicado destacou que a bactéria multirresistente havia sido identificada há "poucas horas", "colonizada em quatro pacientes". 

Para a médica Clarissa Guedes, do Hospital de Concórdia, é provável que a causa das infecções seja a superlotação. 

"Infelizmente à longa data estamos excedendo a nossa capacidade de ocupação, o que aumenta consideravelmente o risco de infecções e contaminações cruzadas", lamenta. 

A Ses explicou que a superlotação acontece em um período de aumento da demanda de infecções respiratórias. Mesmo assim, a nota secretaria defendeu que "é de extrema importância este bloqueio temporário nas internações para adequada limpeza e desinfecção da unidade, assim como ajustes no processo de trabalho para que a população seja assistida com toda segurança".

O hospital definiu nesta quarta (18) ações emergenciais para controlar novos casos de infecção. Conforme a nota, o protocolo estabelece monitoramento semanal para a identificação de possíveis infecções e bactérias. 

Veja a nota na íntegra

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