Florianópolis está entre as três capitais com maior índice de depressão do Brasil, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A cidade ocupa o terceiro lugar entre as 26 capitais e o Distrito Federal, atrás apenas de Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG). 

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O levantamento do governo federal – que é feito por telefone – identificou que 17,1 % dos entrevistados de Florianópolis responderam que já tinham recebido o diagnótico médico de depressão. 

Segundo a pesquisa, quando o assunto é depressão em homens, Florianópolis aparece como a segunda capital com maior frequência da doença. A cidade com mais casos é Porto Alegre (15,7%) – o Rio de Janeiro (11,7%) aparece em terceiro na lista. Entre mulheres, a Capital catarinense está em quarto lugar, atrás de Belo Horizonte (23%), Campo Grande (21,3%) e Curitiba (20,9%). 

Considerando as 27 cidades, a pesquisa aponta que a frequência do diagnóstico médico de depressão foi maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%). No caso deles, a frequência dessa condição apareceu com tendência de crescimento com o aumento da escolaridade.

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De acordo com a neuropsicóloga do Hospital Universitário da UFSC e doutora em Ciências da Saúde e Medicina Rachel Schlindwein-Zanini, a depressão pode ser influenciada por fatores biológicos, psicológicos e externos.  

— A depressão é uma condição multifatorial, podendo envolver aspectos ambientais/psicossociais, neuropsicológicos, genéticos e alterações dos níveis dos neurotransmissores. No caso dos fatores psicossociais, há estressores vitais, como desemprego, pressões cotidianas, separações e perdas (incluindo mortes de entes queridos), e abuso de drogas, por exemplo, atrelados a menor resiliência e habilidades sociais, além de outros transtornos mentais comorbidos — explica a neuropsicóloga. 

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Segundo Rachel Schlindwein-Zanini, há alguns indícios e sintomas que apontam para doença e, quando identificados de forma rápida, ajudam no diagnóstico e tratamento precoce. 

— Os sintomas são variados conforme o tipo de depressão, mas, geralmente, provoca disfunções cognitivas, dificuldade de concentração, fadiga, perda do desejo sexual, perda de interesse ou prazer em atividades que anteriormente eram apreciadas, distúrbios do sono, humor depressivo, alterações psicomotoras, pensamentos suicidas, e por vezes, na redução da imunidade. Podendo estar em comorbidade com sintomas de ansiedade e de pânico. Assim, interferindo no diagnóstico e tratamento precoce — diz Rachel Schlindwein-Zanini.    

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Após o diagnóstico, a neuropsicóloga destaca que o tratamento deve ser acompanhado por profissionais, e a família também deve ser orientada para que haja acompanhamento desse paciente.

— Pensando em diagnóstico e tratamento, a orientação de ouro é: procure profissionais, médico e psicólogo, pois depressão é doença. Inclusive, em pacientes idosos, a depressão pode ser uma comorbidade da demência. Sendo indicada a Avaliação Neuropsicológica. Para fins terapêuticos da depressão, frequentemente a indicação consiste no acompanhamento psicológico e psiquiátrico, com indicação de psicofármacos se necessário, além da orientação a família do paciente — pontua. 

> Por que Florianópolis está entre as três capitais com maior índice de depressão do país

Fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da depressão:

  • Histórico familiar
  • Transtornos psiquiátricos correlatos
  • Estresse crônico
  • Ansiedade crônica
  • Disfunções hormonais
  • Dependência de álcool e drogas ilícitas
  • Traumas psicológicos
  • Doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias entre outras
  • Conflitos conjugais
  • Mudança brusca de condições financeiras e desemprego

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