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    VALE DO ITAJAÍ

    Bebê engasgado é salvo com ajuda de bombeiro pelo telefone em Blumenau; ouça

    Bombeiro ficou por 14 minutos ininterruptos ao telefone, instruindo a família sobre como agir até a chegada da ambulância

    16/04/2021 - 04h56 - Atualizada em: 16/04/2021 - 06h14

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Bebê mamava quando se engasgou com o leite
    Bebê mamava quando se engasgou com o leite e parou de respirar
    (Foto: )

    Um recém-nascido que se engasgou enquanto era amamentado pela mãe, em Blumenau, no Vale do Itajaí, foi salvo graças uma ligação ao Corpo de Bombeiros Militar. Os pais foram orientados sobre como agir pelo cabo que recebeu o chamado, durante 14 minutos, até a chegada de uma ambulância ao endereço da família. 

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    O caso foi registrado na última terça-feira (13), mas o áudio do chamado feito ao 193 foi divulgado somente nesta quinta (15) pela corporação (ouça logo abaixo). Na ligação, que foi editada para preservar os dados dos envolvidos, é possível ouvir o desespero da mãe, ao fundo, enquanto um homem relata ao bombeiro que atendeu a ligação que o bebê não respirava e estava "roxo".

    - Ele estava comendo alguma coisa, amigo? Provavelmente ele está engasgado. Enquanto eu gero a ocorrência vou pedir pra você fazer uma manobra. Isso vai salvar a criança, tá bom? - diz o atendente do outro lado da linha. 

    Quem passava as instruções era o cabo Carlos Cauê Pereira, que percebeu a gravidade da situação e ensinou aos familiares como fazer a manobra para a desobstrução da vias aéreas do bebê, ao mesmo tempo em que enviava uma equipe de socorro até a casa:

    - Não é para parar, tá? É pra continuar, tá? Até ele chorar, é pra continuar. Vou ficar com o senhor na linha, tá bom? - continuou o bombeiro, que também tentou tranquilizar a mãe, ao perceber o temor que sentia. 

    Passados alguns minutos, é possível ouvir os familiares do recém-nascido relatarem que, embora a criança não esteja chorando, ela faz sons e também tosse, indicando uma reação. 

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    Quando os socorristas chegam ao endereço, o bebê já está respirando normalmente. A socorrista e colega do cabo que passava as orientações pega o telefone e o tranquiliza, confirmando que a criança está bem. A ligação acaba em seguida. 

    Ao divulgar o áudio, a corporação avalio a atitude do cabo como "técnica, empática e paciente" e enfatizou que o trabalho de Pereira "mudou a vida de uma família catarinense".

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