O tradicional bloco de Florianópolis, o Onodi, foi cancelado. A programação, que iria acontecer apenas no domingo (11), após um impasse entre a organização e a associação de moradores do Campeche, foi totalmente cancelada. O anúncio foi feito pelas redes sociais do bloco, neste sábado (10).

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“Tentamos, mas não conseguimos. Mesmo com todas as licenças, autorizações e estrutura necessárias, toda a programação do Onodi 2024 está cancelada. Qualquer evento de carnaval que aconteça no Campeche este ano NÃO TEM qualquer relação com a organização do Bloco Onodi. Voltamos em 2025, ainda mais fortes. A verdade vai vencer a mentira, a alegria sempre irá prevalecer”, diz a nota publicada pela organização.

Na sexta-feira (9), o bloco anunciou o cancelamento da programação de sexta, sábado (10), segunda (12) e terça-feira (13).

Impasse

O motivo do cancelamento tem relação com um impasse entre a organização do bloco e a Associação dos Moradores do Campeche (Amocam). Inicialmente, o Onodi iria mudar de lugar, do Campeche para a Beira-Mar Continental.

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No entanto, a organização de última hora no Continente não foi aprovada pela Polícia Militar (PM) e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O Onodi ocorre há 25 anos no Campeche. A organização informa que “tinha todos os alvarás e licenças necessárias para a realização dos quatro dias de festa”.

A programação estava prevista para as noites de sexta-feira, sábado e segunda-feira, das 18h às 2h. Na noite de sábado (10), a Banda manezinha Dazaranha iria tocar e, na terça-feira (13) estava previsto um baile infantil, no período da tarde, encerrando as atividades do bloco. O ponto alto, no domingo, o que a organização tentou manter, também foi cancelado.

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A Amocam critica a realização da festa em “área conhecida como Campo de Pouso do Campeche, popularmente conhecido como Pacuca, local tombado como patrimônio histórico, paisagístico, artístico e cultural”. Eles contestam, ainda, venda de ingresso e suposta sublocação de espaços para comércio de bebidas.

Eles apontaram que o Campo de Pouso do Campeche está sob guarda da Aeronáutica. 

Citam, ainda, o risco de que “as intervenções, como instalação de estruturas fixas para palco e tendas, com possíveis escavações no terreno; bem como o trânsito excessivo de pessoas e automóveis no local; da quantidade de lixo e resíduos pela área do parque; e possível dano à vegetação natural”.

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